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A Extraordinária Noiva da Família Wyndham romance Capítulo 5

No instante em que Isla saiu do aeroporto, o celular vibrou.

Ela olhou a tela e o coração se apertou de imediato.

Era Gabriel ligando.

Ela debochou.

Tinha acabado de vê-lo com Delphine poucas horas antes.

O que ele queria agora? Ela recusou a chamada e seguiu em frente.

Uma mensagem chegou ao seu celular, mas ela se recusou a verificá-la. Se havia algo que ela desejava, era finalizar o divórcio para poder seguir em frente com a sua vida.

Pensou em passar na casa de Betsy para trocar de roupa antes de ir para a casa dos pais. Mas quando ergueu a mão para chamar um táxi, uma voz familiar a parou.

— Isla.

Ela se virou imediatamente.

Viu Gabriel caminhando em sua direção, os seguranças abrindo caminho, como sempre faziam.

Seu coração disparou. Há poucas horas, ela o tinha visto com Delphine em Teriporto. Como ele estava ali agora? Será que ele a seguiu desde Teriporto? A pergunta ecoava em sua mente, mas ela manteve o rosto calmo e inexpressivo.

Gabriel se aproximou e falou sem hesitar:

— Por que não atendeu o telefone?

Isla abriu a boca para responder, mas o celular dele tocou.

Ele atendeu na mesma hora.

— Sim, amor. — A voz dele suavizou, o tom carinhoso.

A escolha das palavras foi como uma agulha no peito de Isla.

— Me dê três horas. Eu estarei com você. — E então desligou.

Seu olhar nunca se desviou de Isla, nem por um minuto. Seus olhos verdes penetrantes a mantinham imóvel enquanto ele falava ao telefone.

Isla piscou. Era só isso que ele tinha a dizer? Nenhuma pergunta sobre onde ela esteve nas últimas duas semanas.

Nenhuma menção aos papéis do divórcio que ela lhe enviou. Nada.

Ela era realmente tão insignificante assim?

A raiva começou a subir, misturada à dor.

Como deixara sua vida se reduzir a isso, girando em torno de um homem que não se importava se ela vivia ou morria?

— De qualquer forma, não tenho tempo a perder. — Disse ele friamente.

— Entre no carro.

Ela o encarou, sem mover um músculo.

— O avô quer nos ver. — Ele completou.

"Ah, então era isso?" Pensou Isla. Agora ela entendia o que estava acontecendo. Não é de admirar que ele tivesse voltado para Carminton.

Um carro preto os aguardava. Isla pensou em recusar. Mas então uma ideia lhe ocorreu: talvez essa fosse sua chance de contar a verdade à família Wyndham.

Ela já não tinha mais nada a esconder.

Assentiu uma vez e entrou no carro.

Um dos seguranças levou sua mala para o porta-malas enquanto Gabriel se sentava ao lado dela.

Durante o trajeto, Isla o observou de relance.

A cabeça dele estava abaixada, os dedos deslizando pelo celular.

Ela se inclinou discretamente só o suficiente para ver a tela.

Ele estava trocando mensagens com Delphine.

O peito dela se apertou.

A dor foi tão aguda que quase a impediu de respirar.

Naquele momento, Isla teve certeza absoluta: o casamento havia acabado.

E nada mais poderia salvá-lo.

Gabriel não olhou para ela nenhuma vez durante o caminho.

Mas, ao chegarem à mansão Wyndham e saírem do carro, ele passou o braço pela cintura dela, o gesto ensaiado, o teatro de sempre.

Isla não recuou. Já esperava por isso.

Mesmo contra a vontade, um pequeno arrepio percorreu seu corpo ao toque dele. Lembrança dolorosa do quanto o amava.

Mas ela engoliu o sentimento e seguiu firme.

— Vamos acabar logo com isso. — Murmurou Gabriel.

— Tenho um voo às duas.

Ninguém jamais ousava interromper Alfred Wyndham.

— Isla! — Gritou Anna, ofendida.

— Como se atreve? Sabe com quem está falando? Devia agradecer por ser casada com meu filho! Se esquecer o seu lugar, eu mesma vou lembrá-la!

Isla ergueu o queixo.

A voz saiu serena, controlada.

— Peço desculpas se pareço rude, mas… acho que não mereço mais a generosidade do avô.

— E o que exatamente você está dizendo, Isla? — Perguntou Alfred, com o olhar cortante fixo nela.

Gabriel se levantou de repente, segurando a mão dela.

— Amor, o que você está fazendo?

Isla o fitou nos olhos e respondeu com firmeza:

— Precisamos conversar. Agora.

Ela virou-se para os demais.

— Me desculpem, avô, pai, mãe. Voltaremos em breve.

O casal saiu do salão e entrou na sala de pinturas.

— Isla, o que há de errado com você? — Ele perguntou, irritado.

Ela respirou fundo, tentando conter a raiva antes de responder:

— Você assinou os papéis do divórcio?

Gabriel empalideceu.

Ainda? Ela ainda falava em divórcio?

Abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu.

Passou as mãos pelos cabelos, um gesto automático, típico de quando o coração dele estava em tumulto.

Mas as próximas palavras de Isla o atingiram mais do que qualquer golpe.

— Acabou, Gabriel. Eu já te disse. Vou contar toda a verdade à sua família. Estamos nos divorciando.

E então ela se virou para ir embora.

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