As palavras dele fizeram o coração de Thalassa estremecer e, embora Kris mantivesse os olhos afastados, ela tomou-lhe o rosto entre as mãos, forçando-o a fitá-la.
— Do que você está falando? — Perguntou, procurando a resposta nos olhos cansados dele.
O olhar de Kris caiu para o chão e sua voz saiu em um sussurro rouco, quase inaudível.
— Esse é o meu castigo, por tudo o que fiz com você anos atrás.
Thalassa ficou paralisada.
— Kris...
Ele prosseguiu com a voz espessa de arrependimento.
— Eu a traí, Lassa. Coloquei todos acima de você, confiei na Karen, na minha mãe, no Henry… Mas me recusei a acreditar justamente em você, a mulher que eu amava. — Apertou os olhos, deixando a dor escapar. — Quando você me disse que estava grávida, eu a chamei de mentirosa, não confiei em você e a afastei.
Thalassa perdeu o fôlego ao reviver a dor intensa e a destruição que aquele tempo trouxera, enquanto a voz de Kris se quebrou ao continuar:
— Perdemos nosso filho por minha culpa, e nisso carrego tanta responsabilidade quanto a minha mãe. Depois, acabei me casando com a Karen por acreditar que a criança fosse minha, mas, durante todo esse tempo, ela só me enganou. E eu… — Sua voz vacilou. — Deixei a minha mãe colocá-la na prisão, ou melhor, eu mesmo dei a ordem para que a levassem. Você passou dias naquela cela por minha causa, e agora estou aqui, em uma cela, assim como você esteve.
E com os olhos ardendo de lágrimas, Thalassa sussurrou:
— Nunca desejei nada disso, Kris.
Ele sorriu com tristeza, trazendo ao rosto uma expressão resignada.
— Eu sei que não, mas isso... Isso é o que mereço. O karma finalmente está me fazendo pagar pelos meus erros.
Thalassa piscou, incrédula.
— Então é por isso que está se recusando a deixar seu advogado tirá-lo daqui? Porque acha que essa é a forma de pagar pelo que aconteceu no passado?
O silêncio de Kris falou por si, carregado de tudo o que não disse.
Então, tomada por um ímpeto, Thalassa o empurrou de leve e, pelas grades, acertou-lhe um tapa no rosto. Não chegou a ser violento, mas foi o bastante para fazê-lo se sobressaltar e abrir os olhos em choque, sem esperar aquela reação.
Em seguida, ela o fitou com fúria, respirando de forma descompassada.
— Você me prometeu... — Sibilou, com a voz trêmula de raiva. — Disse que repararia todo o mal que me causou. E agora acredita que ficar preso aqui é a forma de honrar essa promessa?
Kris piscou, ainda atônito, enquanto ela prosseguia com a dor e a ira entrelaçadas em seu tom.
— O que eu ganho com isso, hein? Mais sofrimento porque você não está comigo, porque está preso aqui em vez de ao meu lado? E quanto ao nosso filho? Você acabou de voltar para a vida dele e já está disposto a abandoná-lo? É assim que pretende consertar as coisas?

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