Kris gemeu, sentindo o latejar surdo na parte de trás da cabeça puxá-lo de volta do torpor da inconsciência, enquanto sua visão embaçada o fazia piscar várias vezes na tentativa de focar, até que uma voz pequena e trêmula atravessou a névoa.
— Papai, por favor, acorda. — Soluçou Tessa, com as mãozinhas agarradas ao braço dele e o corpinho inteiro tremendo, curvada sobre seu corpo enquanto as lágrimas escorriam pelas bochechas.
Kris forçou o corpo a se erguer, embora estremecesse ao pressionar os dedos contra o inchaço pulsante na cabeça, e seu coração se apertou ainda mais ao encarar o rostinho da filha marcado pelas lágrimas.
— Tessa… — Murmurou, puxando-a para os braços. — Eu estou bem, meu amor… Estou aqui. Por favor, não chore.
Mesmo com a dor latejando na cabeça, ele a apertou contra o peito e a balançou devagar, murmurando palavras calmas e passando os dedos pelos cabelos dela até os soluços cessarem aos poucos.
Depois de um momento, Kris se afastou um pouco para olhar nos olhos da filha.
— Você se machucou? Fizeram alguma coisa com você?
Tessa balançou a cabeça, com o lábio inferior trêmulo.
— Não... Mas eu fiquei com muito medo, papai… Eles tinham armas.
Kris engoliu em seco, sentindo o maxilar endurecer enquanto falava.
— Sinto muito por você ter passado por isso, mas agora você está segura, ok? Eu não vou deixar ninguém te machucar.
Tessa assentiu devagar, ainda com hesitação, passando o dorso da mão pelo nariz, e Kris beijou sua testa antes de voltar a atenção para Karen e Boatemaa, que continuavam amarradas no chão.
Seu olhar se carregou ao encarar Karen.
— Você me disse que tinham levado ela. — Rosnou. — Que merda é essa?
Os olhos de Karen encontraram os dele, vermelhos e inchados de tanto chorar.
— Poderia ao menos nos soltar primeiro? — Pediu, com a voz embargada.
Kris se levantou com os dentes cerrados e foi até Boatemaa, ajoelhando-se para soltar os nós que prendiam seus pulsos, e à medida que ela esfregava os braços trêmulos, ele se ergueu novamente e seguiu até Karen, com os passos rígidos refletindo a fúria que mal conseguia conter.
Assim que terminou de soltar suas mãos, Kris recuou com os punhos fechados.
— Fala logo. O que está acontecendo aqui? Por que você me ligou dizendo que a Tessa tinha sido sequestrada, se ela está aqui?
Os lábios de Karen tremeram enquanto as lágrimas voltavam a escorrer, e ela se abraçou, claramente tomada pelo pânico.
— Eu... Eu não tive escolha. — Gaguejou.
Kris soltou uma risada seca e amarga, carregada de incredulidade.
— Não teve escolha?
A voz de Karen quebrou quando um novo soluço escapou.
— Aqueles homens... Eles atiraram no segurança e invadiram a casa armados... Eles... — Sua voz se perdeu e seus ombros começaram a sacudir com força.
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