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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 127

(Ponto de Vista de Ryker)

— Não, está tudo bem. Mas eu deveria me vestir.

— Por quê?

— Eu que deveria ter saído, na verdade. Ontem à noite eu estava tão exausta que só consegui chegar até a cama.

— Então você gostou da noite passada? — Não consegui evitar o sorriso que surgiu no meu rosto.

— Claro que gostei. Torturar você virou minha nova forma favorita de preliminar.

— Engraçado, porque você poderia muito bem ter me enganado. Você saiu dali completamente calma, enquanto eu mal conseguia ficar em pé. Até agora eu não faço ideia do que você fez comigo sem realmente fazer nada. Eu quebrei o seu chuveiro, pelo amor da Deusa.

— Quebrou mesmo. E, já que estamos falando nisso, eu preciso tomar um banho de verdade hoje de manhã. O de ontem à noite definitivamente não conta. — Ela se remexeu ao lembrar da noite anterior, e foi bom perceber que a lembrança também mexia com ela.

— Você pode usar o meu. — Soltei a frase tentando parecer casual, torcendo para que soasse como um convite normal e não como alguém desesperado para mantê-la por perto.

Ela assentiu e se levantou da cama, levando o edredom junto. No entanto, por puro reflexo, eu o puxei de volta.

— Ei! — Ela ficou completamente nua diante de mim. Mesmo assim, não tentou se cobrir, e eu adorei a expressão irritada que se formou no rosto dela. As curvas definidas mostravam claramente que ela se dedicava ao próprio corpo, mas ainda havia uma suavidade ali…

A vontade de agarrar aquele quadril dela e afundar os dedos ali era absurda, mas me obriguei a segurar esse impulso. Não podia ir com tanta pressa. Com a Kennedy, precisava ser diferente, mais devagar. Ela conseguia me irritar como ninguém, mas também tinha me entregado muito no dia anterior. Então eu precisava valorizar isso, ganhar a confiança dela passo a passo e deixar que fosse ela quem ditasse o ritmo quando chegássemos nessa parte mais íntima entre nós.

— Você estava completamente colada em mim há menos de dez minutos, e esse corpo é meu para olhar. Então é melhor começar a se acostumar. — Certo… Talvez ela realmente fosse boa em tomar iniciativas. — Vai lá, pega o que você precisar primeiro. Depois a gente segue para o quarto ao lado.

Ela revirou os olhos, mas fez o que eu pedi.

'Bennet, você está aí fora vigiando o quarto da Ken?'

'Então agora é "Ken"?'

'Cala a boca. Está ou não está?'

'Claro que estou, Alfa.'

— Sinceramente? Eu também não sei. Para mim, sabonete é tudo a mesma coisa. — Então saímos do quarto e seguimos para o meu. Porém, assim que ela parou na porta, eu senti a hesitação dela. Da última vez que tinha estado ali eu não tinha sido gentil. Na verdade, foi o medo absoluto de perdê-la que me fez agir daquele jeito, e ela saiu chorando. — Venha. Eu mostro onde você pode deixar suas coisas. — Coloquei uma das mãos nas costas dela e a conduzi para dentro.

Depois que ambos tomamos banho e nos trocamos, saímos juntos. Mal chegamos ao último degrau da escada da entrada quando Danny a puxou para um abraço e beijou a bochecha dela. Nesse momento eu realmente odiei meu Delta, porque ele estava claramente tentando me provocar.

— Dá um tempo, Alfa. Você já manteve nossa Luna afastada por tempo demais. Nós também queremos a presença dela.

Ele a colocou de volta no chão, exatamente diante do Bennet. Aquela cena chamou minha atenção… E talvez também tenha cutucado um pouco do meu ciúme. A conexão entre os dois parecia ter surgido quase instantaneamente. Bennet tinha conseguido acalmá-la e fazê-la se sentir segura quando eu não fui capaz. No fundo, ainda existia uma parte de mim com medo de que ela tivesse sentimentos por ele…

Ela apoiou a testa no peito dele, enquanto Bennet a abraçou com cuidado.

'Obrigado, Alfa.' Ele disse através do vínculo mental.

Naquele instante, o ar em toda a sala mudou. Uma sensação de paz que eu não sentia desde a época em que meu pai era o Alfa se espalhou ao meu redor.

"Ela era especial…"

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