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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 235

(Ponto de Vista de Greta)

— Sim! Sim, ela é culpada! — Uma mulher no canto da multidão gritou. — Ela garantiu que ia ajudar a gente depois que perdemos nossa alcateia. Mas, depois que nos comprometemos com ela, fomos deixados à própria sorte, passando fome, a menos que ajudássemos ela a entrar na sua alcateia. A gente participou de ataques contra inocentes, então faz o que achar melhor com ela.

Ela cuspiu no chão, com desprezo.

— Mas deixe o Finn em paz. Ele sempre cuidou da gente, sempre abriu mão da própria comida para que tivéssemos o suficiente, e ainda enfrentava ela quando queria nos punir.

— Finn, você tem o direito de rejeitar a sua companheira. Ela vai morrer… E nós podemos te poupar da dor de sentir isso através do vínculo. — Ryker disse, com firmeza.

— Eu… Eu não… Eu não posso… Ela é minha companheira, eu não posso… — Finn simplesmente cedeu e caiu de joelhos ao meu lado, e meu peito apertou na hora ao ver aquilo.

Afinal, ele sabia que ela precisava morrer… Mas não queria perder o vínculo.

— Finn… — Kennedy sussurrou, se aproximando. — Por favor, Finn… Se livre dela. Deixa a gente te ajudar… E ajudar a sua alcateia… — Ela estava tremendo, e eu senti o cheiro salgado das lágrimas.

— Eu não posso, Luna… Ela é minha companheira… A única que eu tenho…

— Pois eu não boto fé nisso!

Naquele instante, alguma coisa virou dentro dela. Kennedy estava em chamas, irritada com ele e, ao mesmo tempo, por causa dele. Ao redor, a multidão prendeu a respiração de uma vez, enquanto a aura dela se expandia, suave, mas impossível de passar despercebida.

— Finn, a única razão de você ainda estar preso a ela é porque precisava estar aqui para parar tudo que ela tentou fazer. Foi você que protegeu a Emily e os filhotes, foi você que impediu ela de me machucar… E foi você que conteve ela quando tentou abusar da confiança das pessoas que te seguiam. Essa era a sua missão, trazer eles até aqui… Então agora deixa a gente fazer a nossa parte. Desiste dela… Agora!

Aquilo não era um pedido. Era uma ordem. Uma ordem de Luna.

No entanto, Amy gritou de novo:

— Nããão! Eu não vou deixar! Não até o Ryker me aceitar. Eu não vou ficar sem companheiro!

— Pois você já está! — Kennedy rosnou, deixando a aura dela explodir. — Aceita... A... Rejeição.

Pela primeira vez desde que tudo começou, Kennedy se livrou dos braços do Ryker, enquanto aquele azul nos olhos dela parecia acender, forte, quase luminoso.

E, sem hesitar, ela caminhou até Amy e parou a centímetros de distância, mas, mesmo tão perto, a presença dela era esmagadora.

No fim, o tom baixo e perigoso da voz dela… Fez até eu prender a respiração.

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