(Ponto de Vista de Finn)
Ouvi um "idiota" resmungado por um deles, e tentei conter um sorriso de canto.
— A Luna comentou que vocês precisam de ajuda. Me falem no que eu posso ser útil. Pois o Alfa já deve estar planejando minha execução por eu ter deixado minha companheira sozinha protegendo a Luna…
— O quê? Por que porr*s você deixaria ela? — O mais corpulento dos dois avançou um passo na minha direção.
Diante disso, levantei as mãos.
— Porque ela entrou num surto por causa dessas crianças! Eu preferi comprar briga com o problema menor! Algum de vocês já lidou com uma loba grávida?
Os dois pararam no lugar e trocaram um olhar antes de começarem a rir.
— Espera. O que foi que eu perdi?
— Imagino que você não tenha filhos. — O mais magro comentou.
— Oi?
— A Luna já é intensa por si só. Com os hormônios, fica dez vezes pior. — O mais robusto disse, estendendo a mão. — Samuel.
Apertei a mão dele, ainda meio confuso.
— Finn. Prazer... Eu acho.
"Só isso? Bastou dizer que a Luna tinha me assustado pra eles decidirem que eu não era uma ameaça?"
— A gente já tentou de tudo, tudo mesmo, e nada do que funciona com os nossos filhotes dá resultado com a pequena. Ela só responde balançando a cabeça, sempre com um "não". E os outros seguem a decisão dela, como se ela determinasse em quem confiar. Quando encontramos eles, até falaram alguma coisa, mas, no instante em que ela negou e se arrastou mais pra dentro, todos se fecharam. — Samuel deu de ombros, e eu apenas assenti. O que mais eu podia fazer? Os dois tinham filhos e não conseguiram resolver. Eu não sabia o quanto conseguiria ajudar.
Observei o ambiente enquanto nos aproximávamos do grupo, tentando voltar à minha própria experiência naquela idade. O trabalho deles estava impecável. O ponto que escolheram era perfeito, tanto para defesa quanto para fuga. A fogueira parecia recente, e eu não consegui deixar de me perguntar como tinham dado conta de acendê-la. Para uma criança, aquilo era praticamente um forte ou esconderijo perfeito, então decidi começar por aí.
Aproximei-me do mais velho, mantendo a atenção no ambiente. Ele estava sólido na posição, à frente de uma menina menor e de outro menino um pouco mais novo. Já tinha ombros largos, prometendo se tornar um grande guerreiro no futuro. E os olhos castanhos não saíram de mim, atentos a cada movimento, sem qualquer hesitação.
— Você precisou limpar essa entrada aí ou já estava assim quando chegaram? — Apontei para a abertura parecida com uma caverna na vegetação, mas ele não desviou o olhar. — Quando minha alcateia foi atacada e eu tive que me esconder na floresta, não tinha nada assim. — Toquei de leve na estrutura, testando, e estava sólida. Eu realmente admirei aquilo, dava pra ver que ele sabia o que fazia. Em seguida, respirei fundo e continuei falando, sem quebrar o monólogo. — Posso sentar? Parece que vamos demorar um pouco, e eu já tive um dia longo.
Não esperei resposta. Seth, Samuel e eu nos sentamos ao redor da fogueira.
— Tenho certeza de que eles já se apresentaram, mas eu sou o Finn. Prazer em conhecer vocês.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...