(Ponto de Vista de Ben)
Já fazia meses desde a última vez que tivemos notícias da Kennedy. Ela ligou poucas vezes desde que foi embora, mas, ainda assim, já tinha passado tempo demais. Algo estava errado… Eu sentia isso. O vazio no meu peito vinha pesando há semanas e, agora, com o inverno se instalando, aquela sensação estava ficando sufocante. Tinha algo muito errado… Tão errado que eu conseguia sentir aquilo no corpo.
— Ei!
— Porr*, cara! Você está bem? — Ouvi a voz do Jason, carregada de diversão. — Você sabe que deveria se defender, né?
— Vai se fod*r. — Me levantei rápido, me reposicionando, agora pronto para acabar com ele.
— Deixa… Ela… Em… Paz! — Ele rosnou, marcando cada palavra com um golpe que eu precisei desviar. — Você não pode ficar com ela. Ela não é mais sua.
Aquilo fez tudo dentro de mim explodir. Minha visão ficou vermelha, enquanto o ódio e a adrenalina se misturavam nas veias, e eu parti para cima. Soco atrás de soco, chute após chute, tentando expulsar aquele peso, aquele medo… Aquela sensação constante de perda da Kennedy.
— Isso! Agora sim! Esse é o nosso Beta. Eu sabia que você ainda estava aí em algum lugar.
Eu sabia que ele estava certo… Só precisava enterrar aquilo de novo, trancar bem fundo e parar de deixar qualquer resquício dela aparecer. Não falei nada, nem olhei para trás quando saí do ginásio. E sabia que todos estavam me observando, esperando o momento em que eu finalmente iria explodir de vez. Na minha cabeça, eu estava escondendo direitinho… Mas deu bem errado, já que até o Jason começou a pegar no meu pé.
Tomei um banho, troquei de roupa e saí para encontrar meu pai, já que precisávamos discutir as patrulhas para a viagem do Jeremiah até uma alcateia vizinha. Alguns incidentes tinham ocorrido nas fronteiras da Garra Negra e a situação tinha escalado, então o Alfa David queria a opinião do Jeremiah.
O Alfa James já estava com ele e os dois decidiram dar ao Jeremiah a chance de ouvir tudo primeiro e tentar lidar com o problema antes que os três se reunissem. Afinal, ele ainda estava em transição como Alfa, e, até o momento, a ameaça não parecia imediata… Apenas uma tensão crescente.
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E, sinceramente, eu era grato por essa distração. Pois enquanto estivesse trabalhando, produzindo resultados, ninguém poderia vir me perguntar como eu estava ou o que eu sentia. Todo mundo sabia que eu não estava lidando bem com a ausência da Kennedy… E eu não tinha a menor vontade de falar sobre isso, porque esquecer e seguir em frente parecia simplesmente impossível agora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...