(Ponto de Vista de Ben)
— Bom, os planos mudaram, e você vai ter que lidar com isso. O Jason está certo, a gente tem coisa pra fazer. Então coloca a cabeça no lugar, porque a transição já começou e eu preciso de você focado.
Assenti devagar. Ele não estava errado… Mas isso não tornava nada mais fácil.
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(Ponto de Vista de Elara)
— Pegue uma equipe e vá patrulhar as fronteiras. Quero saber com quantos estamos lidando. — A voz do meu pai soou calma demais ao meu lado.
Já havia meses que pequenos conflitos surgiam próximos às nossas fronteiras, mas, até então, nada tinha nos atingido diretamente. Só que, naquela manhã, um dos nossos jovens guerreiros em treinamento foi encontrado morto… Exposto como um aviso na nossa fronteira leste. Era uma ameaça clara… Só não sabíamos o motivo.
Os dois guerreiros de plantão assentiram e saíram imediatamente para cumprir as ordens. Meu pai então voltou o olhar para mim, e, mesmo sem demonstrar para os outros, eu consegui ver o cansaço por trás da postura firme.
— Por que agora? A gente sempre manteve a paz com todos os nossos vizinhos… A minha vida inteira. Qual seria a motivação? — Perguntei, tentando encontrar lógica em tudo aquilo.
— Você, Elara, querida. — A voz da minha mãe surgiu enquanto ela entrava na sala com a presença imponente de uma deusa. Uma ômega vinha logo atrás, carregando uma bandeja, enquanto o cheiro familiar do chá favorito dela se espalhava pelo ar. Chá de lavanda com hortelã… A solução dela para qualquer problema.
— Eu? Por quê? O que foi que eu fiz? — Comecei a revisar mentalmente todas as interações recentes que tive com as alcateias vizinhas. Afinal, desde os dezoito anos, eu participava de todas as reuniões de Alfas ao lado do meu pai.
— Você é uma fêmea Alfa sem companheiro, querida. — Ela falou com suavidade, embora o olhar carregasse entendimento demais. — Você tem o direito de governar quando seu pai se for, mas muitos ainda acreditam que o lugar de uma mulher é ao lado do Alfa… E não como Alfa. Você esteve cercada de machos que aceitariam assumir esse papel ao seu lado, mas rejeitou todos eles. — Ela sorriu daquele jeito que parecia saber mais do que dizia.
— Você sabe muito bem que o alvo principal só será eu depois que algo acontecer com uma de vocês… Ou com as duas. — Ele respondeu com tranquilidade. — Você é a herdeira da alcateia… E é uma mulher. Não é algo impossível, mas ainda é raro o suficiente para deixar muitos marmanjos incomodados. — Ele soltou uma risada leve, e eu acabei sorrindo também, até minha mãe dar um tapa no braço dele. — Mas, falando sério agora… Não vamos correr riscos. Eu sei que você sabe se virar, mas… — Ele olhou ao redor antes de baixar o tom de voz. — Não tenho certeza se todo esse conflito está vindo apenas de fora das nossas fronteiras.
Ele ergueu as sobrancelhas, e eu entendi exatamente o que ele queria dizer.
— Tudo bem... Mas eu posso ficar pelo menos com o Jax e o Dev? Eles são tranquilos, e eu não preciso me preocupar com nenhum dos dois tentando ir pra cama comigo.
— Isso eu aceito. Por enquanto, fique próxima da casa da alcateia. Não temos nenhum evento importante que exija a sua presença. Quero entender melhor o que está acontecendo… E descobrir se você realmente é o alvo.
Revirei os olhos, mas não discuti. Ainda assim, eu tinha meus próprios métodos para conseguir respostas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...