(Ponto de Vista de Ben)
— Vai falar com o Jeremiah.
— E eu digo o quê? Ele é a minha prioridade… Mas ela é a fraqueza dele. — Passei as mãos pelo rosto e pelos cabelos, já sentindo o peso daquilo tudo. Eu nem tinha assumido completamente minha posição ainda, e já estava sendo esmagado por ela.
— A sua prioridade sempre vai ser o bem da alcateia como um todo. Então analisa com calma… É o que ele quer ou o que ela quer que importa? No fim, o que é melhor pra alcateia? Eles acabaram de se acasalar, então as emoções ainda estão à flor da pele. Além disso, você precisa considerar quem vai ser mais fácil de lidar quando a decisão não agradar. — Ele sorriu de canto, claramente lembrando de quantas vezes o próprio Alfa e a própria Luna já tinham se colocado em lados opostos… Usando ele como intermediário ou até como escudo.
— Eu vou falar com o Jeremiah… — Respirei fundo. — Eu não acho que a Rayna sairia escondida para nos seguir, mas, se ela for minimamente parecida com a Kennedy… — Meu coração travou no peito, e precisei tossir para recuperar o ar ao pensar nela. — Se forem parecidas, ela vai aparecer do nada, toda imponente, marcando território na frente dessa Alfa sem companheiro.
Meu pai apenas assentiu, ignorando completamente o tropeço quando mencionei o nome da Kennedy.
Entrei na casa da alcateia e encontrei a Luna Beth e a Rayna no balcão da cozinha, completamente cobertas de farinha, claramente tentando fazer algum tipo de doce. Passei por elas e acenei, mas a única resposta que recebi foi a Rayna apontando na direção da sala de mídia. "Ótimo… Já estava na lista negra dela por tabela, pelo visto, até ela conseguir o que queria." Respirei fundo e segui até onde o Jeremiah estava.
— Cara, a sua garota já está irritada comigo, e eu nem fiz nada ainda. — Dei um tapinha no ombro dele antes de contornar o sofá e me jogar no lugar ao lado.
— Você também não convenceu ele a mudar de ideia! — Ela gritou da cozinha, arrancando uma gargalhada da Luna Beth.
— De verdade… Eu não estou com a menor paciência pra você agora. — Soltei o ar, exasperado. — E a gente vai precisar dar uma volta, porque desse jeito eu não vou conseguir falar nada. — Levantei a voz. — Mesmo eu estando aqui justamente para ajudar, já que ela pediu com tanta educação!
As risadas vindas da cozinha pelo menos me disseram que eu estava no caminho certo.
Refizemos o caminho até a porta da frente. No meio do caminho, Jeremiah parou na cozinha apenas para beijar a têmpora da Rayna. No entanto, nenhuma palavra foi dita. Os dois eram teimosos… E nenhum deles pretendia perder aquela discussão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...