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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 252

(Ponto de Vista de Finn)

Já fazia umas duas horas desde que eu tinha trocado com a Greta e, quando percebi, já era madrugada. Ela me deixou descansar tempo demais, e só depois caiu a ficha do porquê, afinal, ela sempre desejava ter tudo sob controle.

Aquela garota não relaxava nem por um segundo, vivia o tempo todo tensa, como se fosse explodir a qualquer instante, e foi justamente por isso que eu já tinha decidido falar com o Danny depois, só pra ver se tinha algum jeito de aliviar toda aquela rigidez. E, pra ser sincero, essa nem era a parte complicada, porque aqueles intrusos ou não eram quem a gente estava procurando, o que significava que a informação estava errada, ou então já sabiam que o Rory estava investigando e estavam só fingindo calma por enquanto.

Contudo, eu não entendia por que ela achava que a gente precisava de um plano detalhado, passo a passo, antes de qualquer movimento, porque aquilo era puro travamento por análise. E, por mais que ela fosse gostosa pra caramb*, continuava sendo maluca, e eu já tinha tido o suficiente disso para uma vida inteira.

Se dependesse só de mim, eu já teria dado a volta no perímetro pra ter uma noção melhor dos números, até porque eu sabia esconder meu cheiro e, como não estava oficialmente em uma alcateia, mesmo que encontrassem meu rastro, provavelmente não dariam importância.

Só que eu não conseguia fazer vínculo mental com ela… Além disso, não dava pra me afastar mais do que alguns passos sem ela colar atrás, o que era quase contraditório, porque, apesar de ser uma guerreira extremamente habilidosa e perigosa, ela era grudenta. Era quase como se tivesse medo de ficar sozinha, embora eu nem soubesse se ela percebia isso ou se só fingia que não existia. De qualquer forma, aquilo só reforçava ainda mais a ideia fixa na minha cabeça de que ela era completamente maluca.

Levantei pra recuperar a circulação nas pernas e foi então que ouvi… A loba dela estava choramingando. Olhei por cima do ombro e vi que ela respirava de forma curta e irregular, como se estivesse correndo dentro de um sonho. Em seguida, voltei a atenção para os intrusos entediantes, que, naquele momento, pareciam ter capturado um cervo pequeno e o estavam assando numa fogueira grande demais para a quantidade de gente ali. Alguns penduravam roupas de um lado, enquanto os outros só circulavam sem fazer nada de relevante.

— Não! Para! Não! — A voz dela me fez virar imediatamente.

"Quando foi que ela se transformou? Que se dane…" Ela não estava gritando tão alto, mas eu precisava impedir que aquilo piorasse, porque os intrusos poderiam nos ouvir.

Ela moveu a cabeça de um lado para o outro, como se procurasse uma saída. Os olhos estavam fechados, mas as sobrancelhas e a boca contraídas denunciavam o quanto aquele sonho era real demais. Eu não queria assustá-la, então permaneci alguns passos afastado, chamando o nome dela num tom baixo, tentando acalmar. Afinal, a mente dela precisava acreditar que estava segura.

Logo, ela choramingou de novo e se debateu de lado, com o corpo raspando contra a pedra. "Desse jeito, vai acabar se machucando…"

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