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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 334

(Ponto de Vista de Elara)

Hoje ele tinha ficado nu na minha frente. E ainda tinha sido gentil comigo. Para piorar, tinha sorrido… E não foi qualquer sorriso, foi um de verdade. Agora, enquanto segurava minha mão, a eletricidade entre nós parecia saltar no ar, forte demais pra ignorar. Eu sabia que aquilo era uma péssima escolha, porque minha resistência estava desmoronando segundo a segundo… No entanto, ele vinha fazendo o trabalho dele de forma impecável, tão impecável que os homens do meu pai deviam até anotar, e, ao mesmo tempo, ficava indo e voltando entre a própria alcateia, a minha e a do Junior.

No começo, o tempo longe até tinha sido um alívio, já que me permitia reorganizar a cabeça e reforçar a ideia de que eu não precisava dele. Mas, na segunda vez que tive que dividir ele com outras pessoas, minha loba simplesmente decidiu que já tinha tido o suficiente e, antes mesmo que eu percebesse, já estava pedindo pra acompanhar eles até a Presa Escarlate.

Depois disso, ainda teve a minha pequena encenação de companheira mais cedo, e era exatamente por causa daquilo que tudo isso estava acontecendo. Eu tinha pego ele desprevenido, com razão, mas agora sabia que ele estava dando o troco, só não fazia ideia de até quando eu conseguiria resistir. Por dentro, minha loba já não estava mais do meu lado e, naquele momento, comemorava dentro da minha cabeça só porque ele tinha tomado a iniciativa de segurar minha mão.

Ele me puxou para um quarto escuro, onde apenas um abajur ao lado da cama estava aceso.

— Espero que isso esteja tudo bem. Eu sei que novos companheiros gostam de privacidade.

Luna Sam sorriu de um jeito cúmplice, e, de repente, minhas palavras simplesmente travaram na garganta.

— Está ótimo. Obrigada, Luna Sam.

Ouvi a porta se fechar, e, logo em seguida, Ben soltou minha mão como se estivesse queimando, enquanto eu fiquei ali, parada no meio do quarto, presa entre um cara absurdamente atraente com quem eu realmente queria me envolver e o único homem com quem eu não podia fazer absolutamente nada. "Pelo menos não até que tudo isso acabasse…"

— Vou tomar um banho. A Luna Sam deixou roupas pra gente.

E, assim, ele saiu, levando junto todo o calor que tinha deixado no ambiente.

— Se controla, Elara. — Sussurrei pra mim mesma, balançando a cabeça enquanto caminhava até a cama, onde, de fato, havia roupas separadas pra gente.

'Elara! Sua mãe foi atacada!'

'Pai? O que aconteceu?'

'Ela foi checar as famílias mais novas antes da tempestade. Quando voltou, parecia bem, mas logo em seguida começou a convulsionar. A curandeira já está atendendo ela.'

'Estou indo!'

'Não! Sua mãe ficaria pior se soubesse que você está viajando nesse tempo. Espere passar. Ela está estável, e, por enquanto, não há nada que você possa fazer.'

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