(Ponto de Vista de Ben)
— A maior coisa que descobrimos é que eles conseguiram usar magia para mascarar o cheiro deles pra gente. — Josh lançou por cima do ombro e, na mesma hora, eu parei no meio do caminho, fazendo o Tommy bater nas minhas costas.
— Que merd* é essa, cara? — Ele me empurrou e passou por mim.
— Espera, Josh, o que você disse sobre magia? — Corri pra alcançar eles, ainda tentando processar aquilo.
— Eles conseguiram usar magia pra se esconder da gente, e isso é algo que ainda não conseguimos entender. Além disso, não tem ninguém nesse grupo que consiga usar magia, muito menos magia de ilusão, então alguém está trabalhando com eles… Ou melhor, estava trabalhando com eles.
— E vocês não encontraram nenhuma bruxa no grupo? — Perguntei, e até eu consegui ouvir a esperança na minha própria voz. Em resposta, ele me lançou um olhar estranho, mas não parou de andar.
Seguimos até um grupo de lobos que estavam em fila esperando comida, e dava pra ver que muitos ali não viam uma refeição decente há muito tempo. Enquanto, mais adiante, outro grupo parecia estar numa entrevista de emprego, organizados em duas filas perfeitas, aguardando por um único assento diante de uma mesa longa, onde alguns lobos mais velhos e severos anotavam tudo e faziam perguntas que nem dava pra ouvir.
— Vocês vão mesmo aceitar todo mundo? — Tommy perguntou, olhando ao redor.
— Se quiserem um lugar aqui, sim. — Josh respondeu, sem hesitar. — Alguns ficaram gratos pela ajuda, mas preferiram continuar como nômades por algum motivo e seguiram o caminho deles.
— Certo, cavalheiros. — Tommy se colocou entre nós dois. — A competição de ego é pra esse lado. — Ele nos virou e nos levou até as posições de luta. — Já que vocês dois parecem estar com o mesmo… Instinto protetor pela Luna Kennedy, eu vou arbitrar. E nem adianta me olharem assim. Vocês dois estão com cara de homicida agora e estão assustando as crianças, então resolvam isso logo e depois a gente segue em frente. — Ele revirou os olhos.
Afinei meus sentidos, puxando cada som ao redor, porque sempre gostei de ter noção de tudo, mas não tirei os olhos do Calvin nem por um segundo, já que não ia dar espaço pra ninguém me pegar desprevenido. A gente começou a se rodear devagar, naquele jogo de espera, e eu já sabia que ele ia ter que vir primeiro, pois eu não ia sair correndo atrás nem cair numa briga sem sentido. Quando ele finalmente partiu pra cima, deu pra ver que ele até mandava bem, só que faltava técnica, então não chegava no meu nível de velocidade.
Mudei de forma no momento certo, deixando ele abaixar pra tentar pegar minhas pernas, e, no último segundo, girei, usando o próprio impulso dele pra empurrar a cabeça dele contra o chão, ao mesmo tempo em que lançava as pernas dele por cima, derrubando ele de costas.
— Nunca vá no óbvio quando você está enfrentando alguém que nunca lutou antes. E nunca tire os olhos dos olhos do adversário. — Se ele ia proteger ela, então ia aprender direito. Estendi a mão pra ajudar ele a levantar, e ele aceitou, ainda que relutante, então recuei até minha posição inicial assim que ele ficou de pé. — De novo. — Rosnei.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...