(Ponto de Vista de Ben)
Tentei me sentar direito, mas outra onda de náusea me atingiu, o que só me deixou ainda mais irritado. Que tipo de Beta eu era se não conseguia nem lidar com um simples surto de magia que, aparentemente, a minha companheira conduzia com naturalidade?
— Fique sentado por um momento, Ben. O efeito vai passar com o tempo. — A formalidade da Briana teve exatamente o efeito contrário em mim.
— O que eu posso fazer para evitar que isso aconteça de novo? — Rosnei, encarando apenas ela. Nem mencionei o fato de que minha companheira ainda estava lidando com esse vínculo aos poucos, então era melhor eu me acostumar a ser jogado de um lado para o outro por causa de magia.
— Vamos consultar alguns dos nossos membros e encontrar uma solução. Por enquanto, acredito que você está seguro. E precisamos estabelecer nossas próprias proteções aqui, para impedir que alguém volte e tente restaurar a ruptura que causamos.
— Consegue ficar de pé, Betinha? — Marietta se dirigiu a mim. Não consegui identificar se havia julgamento ou preocupação nos olhos dela, mas meu ego só aguentou cerca de dois segundos daquele apelido condescendente. Mesmo assim, me levantei devagar e, sem dizer nada, estendi as chaves para Elara. Não havia a menor chance de eu dirigir daquele jeito, mas ninguém precisava dizer isso em voz alta. Então, fui direto para o lado do passageiro da SUV, evitando olhar para qualquer um.
As mulheres passaram o caminho inteiro discutindo o que tinha acontecido. Eu tentei acompanhar, porque queria entender o que tinha acontecido dentro daquela esfera de luz, mas simplesmente não consegui me concentrar. Tinha certeza de que esperavam que eu comentasse o que eu, Jax e Dev tínhamos visto, mas minha cabeça estava ocupada demais com os próprios pensamentos para participar.
E sabia que parecia que estava emburrado, mas continuei no carro quando o resto do grupo desceu para falar com alguns membros mais velhos do grupo. “De que eu servia ali contra magia? Ela não precisava da minha proteção… Ou, sendo mais preciso, eu não conseguia protegê-la de algo assim…”
— Toma. — Um copo de papelão foi enfiado na minha frente pela janela aberta. O cheiro era de grama, terra e um monte de ervas. Diante disso, torci o nariz e me inclinei para trás, olhando Marietta com desconfiança. — Não é veneno, Betinha. Embora eu goste de ver que você tem um bom instinto de autopreservação. Algumas pessoas, quando descobrem a magia, ficam ansiosas demais para tentar resolver tudo com algumas ervas e um aceno de mão.
— Funciona assim mesmo?
— Não, não funciona. Viu? Eu sabia que você era esperto. Agora bebe isso. Vai ajudar com os efeitos depois.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...