(Ponto de Vista de Ben)
— Há alguns exames que eu gostaria de fazer no hospital da sua alcateia o quanto antes, além disso, já coletei amostras de sangue para o Curandeiro Smith analisar agora, por precaução. — Gene disse de forma direta, e um rosnado baixo voltou a vibrar pelo ambiente. Não era da minha companheira. Era do meu amigo, que, já à beira do limite depois do que descobrimos lá embaixo, parecia prestes a explodir. Ainda assim, por pouco milagre, ele se mantinha imóvel.
— Gama! — Elara cortou, num tom firme, chamando a atenção dele. — Me atualize.
— Pergunte ao seu Beta… Senhora. — Ele respondeu, sem tirar os olhos da companheira.
— Eu perguntei a você, guerreiro. Então, responda. Quero saber do prisioneiro. Está bem claro que você optou por um interrogatório mais… Visceral.
Os músculos do Jason se contraíram.
— Ele nunca mais vai encostar em ninguém. Nunca mais.
Ela então se virou, deixando as bruxas de lado para encará-lo de frente, claramente confiante de que ele não avançaria.
— Mas ele ainda está vivo, certo? — Ergueu uma sobrancelha, olhando para nós dois.
— Sim, Alfa Elara, ele ainda está vivo… Por enquanto. — Respondi, mantendo o controle. — Só confirmou que estava trabalhando com uma bruxa pra te desestabilizar e tomar suas terras. A gente sabe que tem mais coisa, mas talvez você consiga algo melhor.
— Conseguiram alguma resposta aqui? — Perguntei, tentando direcionar a conversa.
Juliette soltou um som fraco, quase engasgado, e se encolheu ainda mais. Ela era pequena, mas aquilo parecia mais resultado de desnutrição do que estatura. O jeito que tentava desaparecer no próprio corpo deixava claro que já tinha sido mantida em espaços apertados antes.
Em seguida, olhei para as bruxas, esperando alguma confirmação, mas as três negaram com a cabeça. No fim, não tinha recebido nada além da confirmação do que já suspeitávamos sobre o que aconteceu com ela nas mãos do Drake.
Sem aviso, Elara perguntou:
Senti os músculos do ombro do Jason tensionarem e relaxarem sob minha mão. Ouvir a voz dela trouxe um pequeno alívio pra ele. "Pelo menos, ela estava falando com alguém…"
Decidi tomar banho primeiro e depois esperar por ele no quarto. Já que assim que estivesse limpo e com menos cara de assassino, voltaria direto para perto dela.
Naquele momento, eu não fazia ideia do que se passava na mente dele. Ele tinha cortado o contato comigo, talvez tentando processar tudo sozinho. A tensão, a incerteza, aquela sensação de estar completamente perdido… Ficaram ali, no ar, como um peso constante.
Ele sabia o que o Drake tinha feito. A confirmação veio quando ouvimos a Juliette contando algo parecido. Eu sabia que ele queria ir até ela, pegar no colo e proteger de tudo. Mas também sabia que, por causa do Drake, ela tinha medo da nossa espécie, ou pelo menos dos homens da nossa espécie.
No entanto, parecia estar começando a confiar na Elara, na Briana e na Marietta, e eu só esperava que isso acabasse ajudando ele também. Até porque já tinha sido difícil o suficiente convencer ele a sair pra tomar banho.
A essa altura, manter ele longe dela já era impossível.
A Gene tinha coletado sangue e queria fazer exames, o que só podia significar duas coisas: ou o Drake tinha sido agressivo a ponto de causar algum dano interno que ela não quis expor ali na frente de todo mundo, ou… Algo pior. Se houvesse algum dano e ela não pudesse ter filhos, o Jason ficaria devastado. Mas, se aquele desgraçado tivesse deixado ela grávida… O Drake não sobreviveria àquela noite.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...