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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 432

(Ponto de Vista de Ben)

— Sim, Beta. Agora precisamos fazer com que ela confie em nós o suficiente para conseguir respostas, mas, ao mesmo tempo, deixar bem claro que não vamos confiar cegamente no que ela disser. — Marietta se sentou ao meu lado. — E como isso vai afetar o seu amigo? Eu sei um pouco sobre os vínculos de uniões de vocês. Os nossos não são escolhidos pela nossa Deusa, mas, quando o vínculo se forma, é bem parecido com o que vocês sentem.

— Eu não consigo dizer como a cabeça dele está agora, mas sei que isso vai acabar com ele, principalmente se descobrirmos que ela não está sendo sincera. — Inclinei-me para frente, pressionando as palmas das mãos contra os olhos, tentando afastar a dor de cabeça. — Isso pode ferir ele e o lobo dele, caso a gente precise executá-la. Ele pode rejeitar antes, e os sentimentos diminuem se ela aceitar, mas a dor da rejeição também vai atingir ele. — Ergui o olhar para Elara. — A Kennedy passou pelo mesmo problema com o companheiro dela, e, pelo pouco que a Rayna me contou, a situação ficou bem feia antes de resolverem. — Ela assentiu, porque, como regra geral, nenhum de nós dois trazia a Ken à tona, mas, mesmo assim, aquela situação merecia ser mencionada.

Elara veio até mim, estendendo a mão.

— Acho melhor todo mundo descansar um pouco. Os curandeiros já estão com o sangue da Juliette e vão trabalhar nisso a noite inteira, verificando tudo o que for possível. Se encontrarem qualquer coisa, receberam instruções para me avisar imediatamente, não importa a hora. — Ela falava com o grupo inteiro, mas manteve o olhar preso no meu. Assenti de volta e me levantei devagar, deixando que ela me puxasse pelo corredor até o nosso quarto. No entanto, eu estava preocupado com o Jason, e conseguia sentir o tormento dele correndo por mim como se fosse meu, mesmo não sendo, tecnicamente, da mesma alcateia. Talvez fosse porque eu tinha estado numa situação parecida não muito tempo atrás e conseguia me identificar. Ou talvez porque éramos próximos demais e, em algum momento, treinamos para lutar no mesmo time…

Foi então que minhas costas bateram na parede, e quando percebi, minha companheira já estava diante de mim.

— Que porr* foi essa? — Ela tinha minha camisa agarrada nos punhos.

— Como assim, já vão sair? Não faz isso, não. Depois desse espetáculo todo, deixar a gente na curiosidade é sacanagem. Agora que estava ficando bom... — Ouvi a voz do Jax e virei a cabeça tão rápido que senti vários estalos.

Jax e Dev estavam largados na própria porta, olhando pra gente sem nem tentar disfarçar. Vergonha eu não senti nenhuma, mas dividir também não era comigo, então deixei isso bem claro, rindo das reclamações deles enquanto empurrava Elara pra dentro do quarto escuro e fechava a porta logo atrás de mim.

— Então… Onde eu tinha parado mesmo?

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