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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 435

(Ponto de Vista de Elara)

Eu ainda fiquei presa na posição de lado em que o Ben tinha me deixado. A exigência de que eu voltasse ao menos nas refeições para ele poder me ver era simples o suficiente, mas o jeito como ele transformou aquilo em ameaça… Bem, aquilo teve um peso diferente, e, sinceramente, fiquei até tentada a me atrasar só para descobrir o que ele faria comigo.

'Vamos, sua idiota apaixonada.' Ouvi pelo vínculo e, quando olhei em volta, Dev me puxou pelo braço, me erguendo.

'Sabe qual vai ser o próximo problema? Quantos filhos vão disputar o título de Alfa.' Jax riu enquanto segurava meu outro braço pelo vínculo. 'Eu aposto em seis.'

'A menos que venham gêmeos ou mais, aí estamos falando de oito a dez. ' Dev completou, e, só então, meu cérebro voltou a funcionar direito.

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Soltei meus braços e alcancei a porta que levava para as celas.

— Do que vocês dois estão falando?

— Agora que você parece ter superado essa sua resistência ao seu companheiro gostoso pra car*lho, dá para dizer que vocês estão compensando o tempo perdido, só isso. A gente estava especulando quantos pirralhos podemos esperar em breve. — Jax recuou rápido quando tentei acertar ele.

— Sinceramente, isso nem entrou em pauta. A gente precisa entender o que diabos está acontecendo e por que a Presa Escarlate e a Garra Negra viraram alvo de bruxas e intrusos.

— Pelo que vimos ontem, o Drake é ótimo em enrolar. Você precisa jogar com inteligência. O Jeff já perdeu a cabeça, mas ainda pode acabar soltando alguma informação sem querer. — Dev empurrou a porta no fim da escada. O ar naquele corredor era pesado, parado, com um cheiro de sangue e algo ainda pior.

— Pelo que sei, você não faz parte de nenhuma alcateia vizinha há um bom tempo. E, claramente, não é um aliado, considerando onde está agora. O que a sua bruxa quer com a minha alcateia?

Drake estava encostado na parede do fundo, com algemas de prata nos tornozelos e pulsos, além de uma coleira de prata no pescoço para impedir a transformação. Ele encarava o chão, e ficou em silêncio por tanto tempo que pensei que não responderia. Então ergueu apenas os olhos, provavelmente tentando parecer ameaçador. Contudo, para mim, parecia mais um adolescente fazendo birra.

— A Eliza quer o que foi prometido a ela, lobinha.

Ignorei o "lobinha" por enquanto. Até porque não era o pior dos insultos que já ouvi, e, sendo sincera, pouco me importava como ele me chamava, desde que falasse.

— E o que foi prometido a ela, intruso?

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