Ponto de vista de Klaus.
O chicote caiu no chão no meio do corredor enquanto a realidade era assimilada. Entrei correndo no quarto e vi o caos em todos os lugares. Havia vários livros no chão e alguns estavam rasgados. Havia muito vidro e sangue também. Quando me virei, vi Ella inconsciente, sentada contra a parede perto da porta. Sangrava em vários lugares. A mão estendida em direção ao corredor tinha um corte profundo de vidro, seu ombro também estava cortado com o que parecia ser uma faca. Havia profundas marcas de asfixia em seu pescoço com um pequeno corte na lateral. Sua nuca estava sangrando como se tivesse levado alguma pancada. O ferimento mais horrível era a grande faca cravada no peito. Acordei do meu choque e me ajoelhei para verificar seu pulso. Estava muito fraco. Mal conseguia sentir.
Mas que diabos aconteceu com ela? Quem faria uma coisa dessas? E por quê?
Entrei em ação imediatamente, sem planejar perder um único segundo.
Alertei o pronto-socorro através da minha conexão mental compartilhada com o bando: “Seja lá quem for que estiver no comando do pronto-socorro esta noite, preciso de uma ambulância o mais rápido possível para a casa do bando. Uma serviçal foi esfaqueada no peito. Também há vários ferimentos. Talvez tenha uma fratura no crânio. Avise os cirurgiões necessários, pois ela precisa ser operada assim que chegar”.
Ouvi uma resposta imediata:
“Alfa Klaus, aqui é o Dr. Hunt. Estou encarregado do pronto-socorro hoje à noite e sou cirurgião cardíaco. Avisei um neurocirurgião para estar pronto quando voltarmos ao hospital. Estou a caminho na ambulância. A hora prevista de chegada é de cinco minutos”.
Suspirei aliviado e esperei que ela fosse submetida à cirurgia a tempo.
Conectei-me mentalmente com Joseph: “Joseph, você precisa ir ao quarto de Ella agora. Ella foi atacada. Seu estado é crítico. Uma ambulância está a caminho”.
Não ouvi nada dele. Dois minutos depois, escutei seus passos correndo pelo corredor. Ele entrou no quarto e eu fiquei observando sua reação horrorizada assim que a viu.
"Que diabos aconteceu aqui, Klaus?", Joseph perguntou em estado de choque.
“Não faço ideia. Encontrei-a assim”.
Ele olhou para mim com desconfiança: "O que você veio fazer aqui?", perguntou.
Evitei seu olhar e mirei na direção dela. Senti vergonha de confessar que meu temperamento levou o melhor de mim. Que eu estava vindo aqui para machucá-la e descontar toda a minha raiva e frustração nela. O mais conflitante foi que meu coração parecia que ia explodir no meu peito quando a vi naquele estado. Eu me sentia como seu protetor. Queria encontrar o responsável por todos aqueles ferimentos e arrancar sua cabeça. No entanto, alguns minutos antes, tive a intenção de entrar em seu quarto e machucá-la. Não conseguia entender essa contradição. Deveria haver algo de errado comigo.
"Klaus?", Joseph me pressionou por uma resposta.
“Agora não é hora para isso, Joseph. O estado dela é grave. A ambulância chega daqui a cinco minutos. Vá esperar na entrada para que eles possam vir aqui imediatamente”, ordenei.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Meio-Sangue
Quando sairá mais atualização?...