Flávia Viana pensou um pouco e sondou: — Fátima?
Valentino Monteiro a encarou, com uma expressão fria, e ficou em silêncio por dois segundos. — Hum.
Flávia suspirou aliviada; tudo estava bem, desde que não fosse o Valentino.
Pensando bem, como um rapaz mimado como ele iria cuidar pessoalmente da exesposa, com quem não mantinha mais nenhum vínculo?
A febre a fazia suar muito, deixandoa toda grudenta e bastante desconfortável.
O homem sentado no sofá cuidava do trabalho com seriedade.
— Valentino, eu já estou bem.
Valentino olhou para ela, entendeu a entrelinha, fechou o notebook e saiu.
Flávia tirou a coberta e desceu da cama. Abriu a porta do armário, onde ainda havia algumas roupas que não haviam sido descartadas.
Depois do banho, vestiu calças e mangas compridas e desceu para servir água.
— Senhora, você acordou? — A voz de Fátima soava surpresa.
— Hum. — Flávia bebeu um copo de água e olhou para Fátima. — Fátima, obrigada por cuidar de mim.
Fátima ficou surpresa por um momento e logo entendeu.
Ela explicou: — Senhora, quem cuidou de você o dia todo hoje foi o jovem senhor. Você não queria tomar os remédios, então ele só pôde baixar sua febre fisicamente.
— O quê?
Flávia levantou a voz, surpresa.
Por que Valentino disse que foi Fátima quem cuidou dela?
Pensando bem, ela entendeu.
Ele devia estar com medo de que ela interpretasse mal e o incomodasse.
Ou talvez tivesse medo de que ela usasse isso para provocar Heloísa Vasconcelos.
— Entendi. — Após falar, Flávia subiu as escadas.
A tempestade durou vários dias seguidos.
Flávia evitou Valentino de propósito depois disso. Além dos horários das refeições, quando se cruzavam, eles ficavam em seus respectivos quartos no resto do tempo.

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