A porta se abriu. Ao ver Valentino parado do lado de fora, Mirella parou de andar.
Ela abriu um sorriso adulador: — Valentino, você veio? Por que não avisou com antecedência?
— Estava de passagem e aproveitei para ver o Sr. Vasconcelos. — Valentino entrou no quarto.
Alberto tentou se levantar, mas o movimento afetou seu abdômen, e a dor o fez fazer uma careta.
— Heloísa já volta.
Assim que Mirella terminou de falar, Heloísa retornou.
— Valentino, você não disse que estava muito ocupado hoje? Que não tinha tempo? — A voz dela soava alegre.
— Eu adiei.
Heloísa ficou com uma expressão tímida. Valentino era tão bom para ela. Ele havia adiado seus compromissos de propósito para visitar seu pai.
— Heloísa, eu fico aqui. Vá a um encontro com o Valentino.
— Está bem. — Heloísa abraçou o braço de Valentino com doçura.
Ela ficou radiante por um instante, mas logo se lembrou das fotos que circularam no grupo de trabalho do Grupo Monteiro, e o seu bom humor evaporou de imediato.
Valentino havia reservado um restaurante. Era um jantar à luz de velas muito romântico.
Os dois se sentaram frente a frente.
— Valentino, obrigada por vir ver meu pai.
— Era o meu dever. — Ele ergueu os olhos e varreu o pescoço vazio dela. Perguntou de forma casual: — E o seu Pingente da Sorte? Por que não está usando?
Ao ouvir isso, um pânico passou pelo coração de Heloísa, mas ela logo se acalmou.
Ela deu um sorriso sem graça. — Aquilo é tanto a prova de que nos conhecemos quanto o nosso símbolo de amor. Tem um grande significado para mim e eu não tenho coragem de usá-lo.
Desde a primeira vez que viu a Flávia, Heloísa reparou no Pingente da Sorte ao pescoço da outra mulher.
Ela sempre quis tomá-lo para si.
No dia em que Alberto levou ela e sua mãe para a família Vasconcelos, Clarice foi embora com Flávia.
Depois disso, ela não teve a chance de ver Flávia, e a questão do Pingente da Sorte acabou não dando em nada.
Um dia, a neve cobria tudo.

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