— Você não sabe? Aquela Srta. Flávia drogou e armou contra o Valentino Monteiro.
O Sr. Monteiro não deixa barato; impossível sair perdendo assim. Ele está devolvendo na mesma moeda.
— Agora faz sentido ele nos pedir para vigiar a porta.
Nesse momento.
Tudo ao redor de Flávia caiu no silêncio. Sua mente ficou completamente em branco e ela paralisou no lugar.
A conversa daqueles dois garçons ecoava repetidamente na sua cabeça.
O desespero emergiu em seu peito, fazendo-a querer desistir de lutar pela vida.
A barriga doeu.
Ela retomou os sentidos.
Ela ainda tinha o bebê; não podia ficar ali parada!
Ela tinha que escapar!
Tentou abrir a porta novamente; o homem recuperou o fôlego e pressionou o barrigão nas costas dela.
A mão que parecia a pata de um porco empurrou a porta.
Bum.
A luz que entrava do corredor sumiu lentamente.
Sentiu um puxão nos cabelos e ergueu o pescoço. A respiração quente e nojenta do homem atingiu a pele de Flávia.
As lágrimas começaram a rolar pelo rosto dela, e os seus dentes perfuraram o próprio lábio, arrancando sangue.
O corpo de Flávia parecia um forno. Sua respiração acelerou, e ela se valeu da dor para manter a clareza.
— Quanto mais você foge, mais eu me animo. Se não quer que eu a machuque, colabore; só sairá daqui quando eu estiver satisfeito.
O Sr. Diniz a soltou; Flávia desabou e caiu sentada no chão.
— O efeito da droga está batendo, vou fazer você implorar para eu dormir com você como uma cachorrinha.
Falando isso, ele desabotoou a camisa, tirando-a.
Clique.
Era o som da fivela do cinto.

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