Ele esticou a mão, e ao ver que parecia mais um pé de porco, ela sentiu nojo.
Sem hesitar, ergueu a mão e lhe deu um tapa.
— Pá.
A carne no queixo do homem tremeu, e a palma de Flávia formigou com o impacto.
— Hehehehe. — Ele riu de forma sinistra. — Sua mão é tão macia, tão cheirosa. Se tocasse em outro lugar, seria ainda melhor.
O olhar dele desceu e parou diretamente entre as pernas dela.
Os cílios longos e curvados da mulher tremiam sem parar, como asas de borboleta, e seus lábios cheios brilhavam.
Cada detalhe agradava o gosto do Sr. Diniz, fazendo-o querer devorá-la.
Flávia não imaginava que ele fosse masoquista; o tapa não o machucou, apenas o excitou.
Um frio subiu da sola dos pés até a cabeça, e as mãos ao lado do corpo não paravam de tremer.
— Minha querida Flávia, não resista, você não vai escapar.
O olhar descarado do homem parecia despi-la, violando-a visualmente.
O corpo dela esquentava cada vez mais, e suas bochechas ganharam um rubor anormal. Flávia cravou as unhas na palma da mão.
— Eu tenho dinheiro, posso te pagar. — Ela tentou negociar com ele.
— Onde quer que eu vá, as pessoas me chamam de Sr. Diniz com respeito. Acha que me falta dinheiro?
O Sr. Diniz levantou o dedo indicador e balançou na frente dela. Vendo o rosto pálido da mulher, tentou consolá-la amigavelmente.
— Fique tranquila, não vou dormir com você de graça. Quando eu cansar, você pode encontrar um cara honesto para se casar. — O Sr. Diniz sorriu maliciosamente. — Mas sua pele é tão macia e lisa, acho que nunca vou me cansar.
Flávia sentiu o pulso ser apertado. O coração acelerou, e ela ergueu a outra mão para empurrá-lo.
O homem tinha um metro e sessenta de altura e pesava quase cento e trinta quilos.
Sob o efeito da droga, ela estava mole e sem forças. Aquela resistência parecia apenas uma provocação para ele, que riu obscenamente.
— Se fazendo de difícil, eu gosto.

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