A coisa mais importante para uma restauradora eram as mãos; se houvesse algum dano no nervo, a precisão nunca se recuperaria, e não seria mais possível atuar como restauradora na vida.
Só de pensar ela achava que a vida estava apagada.
— O médico falou que os nervos não foram feridos, que o trabalho não será afetado depois, e que a cicatriz da palma pode ser removida.
Pietra a abraçou e confortou com a voz leve. — Flávia, você será o grande nome da restauração no futuro; perder você seria uma grande perda para a nação.
— Hum. — Assentiu Flávia.
— Você tem algum suspeito? — Perguntou Rafael, frio.
— Aquele homem falou que era o Sr. Diniz do ramo imobiliário, e disse que foi quem me dopou há sete anos. Só que eu entrei no quarto do Valentino por engano e ele não conseguiu o que queria.
O olhar de Flávia era cortante.
— Como ousou tentar algo com você, ele cansou de viver. — A voz de Rafael parecia ter sido banhada em gelo, e a pressão ao seu redor tornou-se assustadoramente baixa.
— Deve ser porque o Valentino o apoia. — Flávia tentou acalmar a voz, mas o tremor final acabou denunciando sua emoção.
— Valentino?! — Pietra trincou os dentes. — Ele ainda se diz homem? Como pôde deixar colocarem chifres nele?
— Eu já sou divorciada dele, não conta como pôr chifres.
O canto dos lábios dela formou uma curva irônica. — E ele quem mandou a mensagem para eu ir.
— Aliás, quando cheguei a quase fugir na primeira vez, ouvi a conversa de dois garçons lá fora e eles falaram com clareza sobre o Valentino.
— Quando o Valentino nasceu, deveter saído sem cérebro junto com o cordão umbilical!
— Ele não tem coração, não é um ser humano!
— Dormindo no chão do banheiro, não está longe da bosta.
— Ele é um verdadeiro lixo!

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