Os olhos de Pietra brilharam.
Segundo Flávia, um parasita da sociedade como ele não devia ter drogado alguém apenas uma ou duas vezes, então com certeza deixaria pistas.
— Vou agora mesmo.
— Descanse bem. Quando tiver alta, eu mesma cuido de você.
Rafael franziu a testa e olhou para a barriga dela. Com quatro meses de gravidez, não havia crescido muito.
— Não precisa, Rafael — Flávia recusou.
Ele não apenas tinha o trabalho na Baoli, mas às vezes também participava de eventos na Galeria Noir, ficando ocupado demais.
Ela não podia permitir que ele viesse cuidar dela de jeito nenhum.
Rafael a encarou. Flávia sabia que não conseguiria mudar a ideia dele.
— Rafael, é muito bom ter você por perto.
— Boba.
— Tenho um compromisso. Descanse. Venho te ver quando tiver tempo.
— Certo. Vá com cuidado, Rafael.
—
Larissa Paiva atendeu a ligação do Sr. Diniz e foi bombardeada por xingamentos.
— Você não disse que eu conseguiria pegá-la? Agora estou quase aleijado. Devolva o meu milhão.
— Como assim? Eu a vi entrar com os meus próprios olhos — Larissa aumentou o tom de voz. — Você teve tanto tempo e não conseguiu. A culpa é da sua própria burrice!
— Não fale besteira! Estou no hospital agora. — O Sr. Diniz ameaçou: — Se eu ficar impotente, você vai ter que ficar comigo pelo resto da vida!
Depois disso, ele disse muitos outros palavrões.
Larissa desligou na cara dele. Seus dedos seguravam o celular tremendo, e ela entrou em pânico.
Ela procurou um número internacional e ligou, mas ninguém atendeu.
Atende, atende logo.
Logo antes de a ligação cair, alguém atendeu. Era a mesma voz masculina.
— Deu ruim. O plano falhou.
— Você me disse que seria sucesso garantido! O que aconteceu?
O homem baixou a voz e perguntou, rangendo os dentes.

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