Ela pegou o celular e encontrou as gravações das ameaças do Sr. Diniz.
— Ótimo! Com isso, a chance dele ir para a cadeia é bem maior.
O rosto de Pietra se iluminou. Ela não esperava que a garota tivesse guardado algo assim.
— Se for preciso você prestar depoimento para a justiça, você aceitaria?
— Eu... — Sofia pareceu hesitar. — Você viu a situação da minha casa. Minha mãe não está bem de saúde e eu tenho medo da vingança da família do Sr. Diniz.
— Eu entendo. — Pietra deu tapinhas na mão dela. — Já estou muito grata por você me dar essa prova. Deixe o resto comigo.
Assim que ela estava prestes a sair, Sofia falou: — Ah, lembrei de uma coisa. Eu vi um grupo estranho no celular dele. Antes que eu pudesse clicar, ele percebeu. Ele pareceu bem nervoso na hora.
— Essa informação é muito importante. Obrigada. — Pietra segurou a barriga. — Posso usar o seu banheiro?
— Claro, se não se importar.
Sofia estendeu a mão. — É ruim ir de bolsa, quer que eu a segure?
Pietra recusou, entrou no banheiro, tirou todo o dinheiro vivo que tinha na bolsa e o deixou na prateleira.
Ela deu descarga antes de sair.
Sofia a acompanhou até a porta.
O peito de Pietra estava pesado, como se houvesse uma pedra sobre ele, causando falta de ar.
Ela esperava que aquele dinheiro aliviasse um pouco a pressão sobre Sofia.
Meia hora depois.
Pietra recebeu uma ligação de Sofia.
— Srta. Pietra, eu não posso aceitar o seu dinheiro. Onde você está? Vou te entregar.
— Use esse dinheiro para comprar algo nutritivo para a sua mãe. É de coração, não recuse.
— Muito obrigada, muito obrigada — ela agradeceu aos prantos.

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