O Sr. Diniz frequentava sempre o mesmo bar de classe baixa. Pietra mal precisou descrevê-lo, e logo alguém contou tudo o que ele já tinha feito.
As garotas que haviam sido drogadas e desmaiado chegavam a seis. Ela descobriu isso através do pessoal do bar.
Se contassem as desconhecidas, o número devia passar de dez.
Pietra xingou todas as gerações da família do Sr. Diniz.
Ela procurou de porta em porta, mas foi rejeitada assim que explicou o motivo de estar lá.
— Desculpe, já formei uma nova família. Não quero relembrar essa experiência horrível. Sinto muito.
— Eu entendo. Desejo tudo de bom para você.
Ela foi rejeitada por quatro mulheres seguidas.
Pietra soltou um longo suspiro e chutou a parede.
Ela resmungou alguns palavrões pesados.
Ela entendia quem não queria se pronunciar. O melhor a fazer era seguir em frente e recomeçar a vida.
Ficar sofrendo o tempo todo seria usar os erros de outra pessoa para se punir.
Porém, não estava fazendo progresso nenhum.
— Vai se foder! — ela gritou, e sentiu-se melhor.
Depois de se acalmar, chegou ao condomínio da Sra. Medeiros. Era um conjunto residencial antigo, com lixo amontoado dos dois lados da rua. Até nos corredores, sentia‑se um cheiro azedo.
— Olá, procuro a senhorita Medeiros.
— Sou eu. — A senhorita Medeiros olhou Pietra de cima a baixo. — Entre.
Ao entrar, foi atingida por um forte cheiro amargo de ervas medicinais. O apartamento não era grande, mas estava limpo e organizado.

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