Flávia levantou a mão para impedi-lo.
— Você não precisa fingir pena aqui comigo, eu não vou me comover. A lei fará justiça por mim.
O Sr. Diniz chorava copiosamente enquanto explicava: — Naquele dia eu realmente não sei por que fiz aquilo, foi como se eu estivesse possuído.
Ele parecia ter encontrado uma desculpa conveniente para si mesmo.
— Sim, sim, sim! Eu perdi completamente a cabeça naquele dia. O que aconteceu não era minha intenção.
Ele fazia uma cara de arrependido.
Pietra entrou bem nessa hora, puxou o policial e sussurrou algo em seu ouvido.
O rosto já sério do policial ganhou uma camada extra de frieza.
— Sr. Diniz, por favor, desbloqueie seu celular, precisamos investigar.
O choro do Sr. Diniz parou abruptamente, com um olhar evasivo. — O celular é minha privacidade, como posso deixá-los ver assim tão fácil?
O policial não perdeu tempo com ele e avançou para pegar o aparelho.
— Pá!
O Sr. Diniz levantou a mão e usou toda a sua força para atirar o celular no chão.
No mesmo instante, a tela do celular se espatifou.
Sua atitude só provava ainda mais a sua culpa, e o policial ficou com a expressão pesada.
— Não ache que os peritos da nossa polícia são idiotas. Danos desse tipo nós conseguimos consertar rapidinho.
O Sr. Diniz fingiu surpresa. — Escute minha explicação, minha mão escorregou agorinha mesmo, não foi de propósito.
— Não importa se foi de propósito ou não. — O policial juntou o celular, acenou para Flávia e saiu do quarto.
Pietra caminhou até Flávia. — Tudo bem?
— Tudo.
Vendo que ela não ia ceder, o Sr. Diniz a encarou de forma feroz, mas ao se lembrar do filho chorando aos prantos e da esposa apavorada, só lhe restou engolir a raiva.
Leilões Império.
Dois policiais chegaram e bateram na porta do Grupo de Restauração Dois, surpreendendo a todos.
— Somos da Delegacia Central de Santa Mônica. Quem é Heloísa Vasconcelos? — O policial mostrou o distintivo.

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