— Como você ficou desse jeito?
Larissa pareceu ver a sua salvação. — Heloísa, o que você está fazendo aqui?
— A polícia disse que eu estava envolvida em um caso de tentativa de abuso e me pediu para vir prestar depoimento. — Dizendo isso, ela cobriu a boca e olhou para Flávia, como se de repente tivesse entendido tudo.
— Srta. Flávia, será que você foi...
Ela não completou a frase. Como todos eram adultos, entenderam o sentido de suas palavras.
Valentino não se sabe quando chegou perto, mas ao ouvir aquilo, seus olhos ficaram frios e impenetráveis.
— Você deve estar muito decepcionada porque o Sr. Diniz não conseguiu o que queria, não é? — Flávia soltou um sorriso sarcástico.
Ela virou o rosto e encarou Larissa friamente: — Larissa, por que você se uniu ao Sr. Diniz para me fazer mal?
— Porque faltava dinheiro, óbvio.
O rosto dela não demonstrava a mínima importância.
— Foi a Heloísa quem te mandou fazer isso? — Flávia enterrou as unhas na palma da mão.
— Não, não tem nada a ver com a Heloísa. — Larissa negou.
Quem havia ligado para ela naquele dia foi um homem de meia-idade, não poderia ser Heloísa.
— Srta. Flávia, a Larissa vai ser interrogada agora, entraremos em contato com você assim que tivermos novidades. — O policial avisou.
— Deixo o resto com vocês.
Flávia saiu da delegacia.
Os policiais escoltaram Larissa até a sala de interrogatório.
Valentino observou as costas de Flávia por um instante e depois abriu a boca: — Vamos.
Heloísa abaixou os olhos, contendo a sua inquietação: — Tá.
Um policial quis falar para impedir a saída de Valentino, mas o Comissário Barros percebeu e cobriu a boca dele com força.
Só depois de se certificar de que Valentino já estava longe foi que o comissário soltou a mão, em estado de choque: — O que você acha que está fazendo?
— O Sr. Monteiro também é suspeito, a mensagem que a Srta. Flávia recebeu saiu do celular dele, ele precisa ser interrogado.

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