Augusto ainda estava um pouco aéreo mesmo depois de chegar em casa.
Ele realmente havia aceitado uma parceria com o governo.
Parecia um pouco irreal.
Elisa Viana viu que ele estava distraído e deu um tapinha em seu ombro: — Querido, o que foi?
— O Arthur Mendes me procurou para assinar um projeto. Você acha que isso tem alguma coisa a ver com o Valentino?
— Não fale dele. Se ele realmente tivesse consciência, como não teria salvado a Flávia? Eu acho que não tem nada a ver com ele.
— Vamos dormir. — Augusto pensou um pouco e achou que ela tinha razão.
Valentino só tinha ido lá naquele dia por causa da Dona Maíra.
No dia seguinte.
— Augusto, espalhe a notícia de que vamos realizar o funeral. — A Sra. Viana abaixou os hashis e olhou para ele.
— Certo. — Augusto concordou.
Rafael havia ligado para ele e dito que Valentino suspeitava que Flávia não estava morta, então a família Viana precisava realizar um funeral para acabar de vez com as suspeitas dele.
— Não sei se ele vai acreditar. — Clarice suspirou levemente.
— Ele já não tinha muitos sentimentos pela Flávia, acho que não vai investigar até o fim. — Elisa pensou por dois segundos e deu a sua opinião.
— Espero que sim. — Augusto disse, levantou-se e foi para a empresa.
Ele chamou o assistente e divulgou a notícia do funeral de Flávia.
O assistente de Arthur, Felipe, ficou de boca aberta de choque ao saber disso.
Ultimamente, o Sr. Mendes andava muito preocupado com tudo que envolvia a Flávia. Ela era a primeira mulher com quem ele se importava tanto. Como ele ia dar essa notícia de forma delicada?
— Vá preparar um café para o Sr. Mendes. — Felipe ordenou à secretária ao lado.
A secretária logo trouxe o café.
— Dê para mim. — Felipe ajeitou os óculos, arrumou o terno, pegou o café e o levou para o escritório.
— Sr. Mendes, tome um café para despertar.
— Você ainda tem tempo para me trazer café. — Arthur levantou a cabeça e olhou para ele.

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