— Sim. — Rafael encontrou diretamente o olhar frio dele: — Eu encontrei o corpo da Flávia.
As mãos de Arthur, caídas ao lado do corpo, tremeram, e ele achou difícil aceitar a realidade.
Ele respirou fundo e continuou a perguntar, sem desistir.
— Então como você tem certeza de que era a Flávia, e não outra pessoa que caiu na água?
— Ela estava com o relógio da Flávia no pulso. Aquele relógio foi um presente de aniversário do Augusto. Mesmo que eu me enganasse, o Augusto não se enganaria.
Rafael respondeu com o rosto sério.
Ele achou que quem o procuraria seria Valentino, não esperava que fosse Arthur.
E ele ainda continuava perguntando sobre a verdade da morte de Flávia.
Na memória dele, Flávia e Arthur não tinham nenhuma ligação.
Por que ele se importava tanto com ela?
Pietra Rocha abriu a porta e ficou surpresa ao ver Arthur na sala: — Sr. Mendes.
— Sra. Rocha.
— Tenho coisas para fazer, já vou. — Arthur virou-se e saiu da Galeria Noir.
Rafael olhou para a porta fechada e desviou o olhar para Pietra.
— Por que o Arthur está tão preocupado com a Flávia? Ele não gostava dela?
— Ah, deve ser por causa da Nono.
Pietra sabia do acordo entre Flávia e Arthur.
Ela contou a Rafael sobre o que havia entre eles.
— Então é isso.
Arthur sentou-se no banco do motorista, acalmou-se um pouco e ligou para Valentino.
— Onde você está?
Ao saber o local, Arthur desligou o telefone e foi direto para o Club Privé.
Ele abriu a porta e viu que Heloísa e Otávio Lima também estavam lá.
Seus passos pararam por um momento, e depois ele entrou naturalmente.

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