Tudo o que aconteceu caiu nos olhos de Heloísa, e ela de repente ficou em pânico.
Com o temperamento de Valentino, ele não se intrometeria. Por que ele salvou aquela garota hoje?
Ela precisava se casar com Valentino o mais rápido possível.
Otávio tinha a mesma dúvida que ela.
— Valentino, por que você salvou aquela garota? — Otávio ergueu um copo de bebida e olhou para Valentino.
Valentino cruzou as pernas longas, e os dedos que balançavam a taça de vinho pararam.
A imagem de um par de olhos claros e brilhantes passou pela sua cabeça.
Arthur também olhou para Valentino, esperando sua resposta.
— O que vocês acham?
— Ela deu pena? — Otávio tomou um gole de bebida e tentou adivinhar.
Valentino não refutou, e ergueu levemente a sobrancelha.
Não disse que sim, nem que não.
Heloísa, parada na porta, apertou os dedos até as pontas ficarem brancas.
Um alarme soou em sua mente.
Ajustou suas emoções, abriu um sorriso adequado e entrou no camarote.
Ao ver Heloísa aparecer, Otávio a recebeu calorosamente: — Venha, estávamos esperando por você.
Valentino ergueu os olhos, olhou para a maquiagem impecável de Heloísa e um sorriso apareceu em seus lábios.
Heloísa se aproximou de Valentino e disse de forma cautelosa: — Ouvi dizer que o Sr. Monteiro acabou de bancar o herói salvando a donzela.
— Heloísa, não fique brava. Eu provo por Valentino, ele só ajudou a garota por pena.
Otávio disse sorrindo: — Ele só tem você no coração.
Heloísa virou a cabeça para olhar para Valentino, querendo ouvir a resposta afirmativa do homem.
No entanto, Valentino não disse nada.
— Estou cansado hoje, vou embora. — Valentino pegou o casaco, levantou-se e foi em direção à saída. Heloísa o seguiu.
Dentro do Maybach preto.
Heloísa e Valentino sentaram-se no banco de trás, e Heloísa segurou o braço dele por iniciativa própria.

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