— Valentino, você está bem? — Arthur perguntou preocupado.
Antes que Valentino respondesse, Otávio falou sorrindo:
— O que ele poderia ter? Ele acabou de pedir a mão de Heloísa, quem sabe qualquer dia recebemos o convite.
Valentino estava sem expressão.
Otávio não se importou, foi até ele, levantou uma mecha de cabelo com o dedo e perguntou curioso: — Valentino, você pintou o cabelo?
— Pintaram bem, não dá para ver nenhuma marca de tinta, parece o seu próprio cabelo.
Arthur: — ...
Valentino deu um tapa na mão dele. — Vou levar você para pintar o cabelo.
— Certo, mas meu velho é antiquado. Quando chegar a hora, vou dizer que você me obrigou a pintar. — Otávio estava animado.
Ele queria pintar há muito tempo, mas seu avô não deixava.
— Tudo bem.
Os três chegaram a uma pequena barbearia. A cabeleireira era uma mulher de meia-idade. Valentino a chamou.
Ele sussurrou algumas palavras no ouvido dela, e a cabeleireira olhou para Otávio com olhar de compaixão.
Uma hora depois, Otávio abriu os olhos, olhou para o cabelo verde chamativo no espelho e lançou um olhar furioso para Valentino.
— Valentino Monteiro, eu vou te matar!
Não é à toa que ele achou a cor estranha. Várias vezes quis perguntar, mas Valentino mudou de assunto.
Arthur riu, atraindo a fúria de Otávio.
— Vá atrás de Valentino, ele acabou de sair.
Arthur apontou para a porta.
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Nos últimos meses, Heloísa percebeu claramente a frieza de Valentino.
As ligações dela eram desligadas e os encontros eram cancelados de última hora.
Ela não podia ficar parada esperando.
Ligou para Valentino.

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