O coração de Flávia batia forte, e suas mãos suavam de nervosismo.
Como Valentino apareceu de repente em Curitiba?
Será que ele descobriu que ela fingiu a morte? Veio lutar pela criança?
Não era culpa de Flávia pensar demais, a aparição de Valentino foi muito coincidente.
Apareceu em Curitiba, e no hospital onde ela fazia exames.
Seu corpo paralisou. Depois de alguns instantes, ela se virou com muita dificuldade, querendo fugir do hospital o mais rápido possível.
Ao se virar, não viu que havia alguém atrás dela. Bateu em um homem desconhecido e perdeu o equilíbrio, caindo para o lado.
O estranho viu que Flávia estava grávida, engoliu os xingamentos e estendeu a mão para segurá-la.
— Desculpe. — Flávia pediu desculpas, cobriu o rosto com a mão e virou a cabeça para olhar para Valentino.
Viu que ele já havia desligado o telefone e estava olhando na direção dela.
Em um instante.
Flávia sentiu um arrepio. — Tenho um compromisso, vou indo.
Mas o homem a segurou e continuou perguntando: — Você está bem?
— Estou bem. — Flávia estava suando de ansiedade e respondeu em voz baixa.
Os passos familiares atrás dela se aproximavam, e Flávia se assustou.
Ela não podia deixar Valentino descobrir que estava viva!
Pensando nisso, não se importou com mais nada, soltou a mão do homem e correu para a saída de emergência.
O homem estranho olhou para as costas de Flávia com estranheza.
Valentino caminhou para aquele lado apenas porque queria voltar para encontrar Vicente e dizer que não podia esperar ele terminar os exames, pois precisava trabalhar.
A mulher vestia um sobretudo branco longo, revelando as panturrilhas finas, e seus cabelos longos estavam presos em um coque baixo.
A roupa dela fez Valentino lembrar de Flávia.
Sempre que ela cozinhava ou trabalhava, prendia o cabelo em um coque baixo.
Era prático e rápido.

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