Flávia, que acompanhou tudo, olhou com indignação.
Ela conhecia o Sr. Leitão; no passado, ele havia sido aluno do seu avô materno.
Ela não sabia o que ele tinha feito de errado, mas seu avô, sempre tão pacífico, o expulsou da família Viana.
Desde então, não lhe permitiu mais entrar na casa da família. Mais tarde, ele mudou de ramo e virou empresário.
Embora ela fosse muito pequena naquela época, sabia que para o seu avô impedilo de voltar, aquele homem certamente havia ultrapassado todos os limites.
Como ex-aluno de seu avô, ele não mostrava nem o mínimo de respeito pelo seu tio!
Um Maybach preto estacionou não muito longe dali.
O Sr. Leitão, que até há pouco era orgulhoso, aproximou-se rápido, curvando-se para Valentino e Heloísa.
— Sr. Monteiro, Srta. Heloísa, por aqui, por favor. Fiquei esperando os dois lá fora.
— O senhor não precisa ser tão educado, Sr. Leitão. — Heloísa foi modesta nas palavras, mas o rosto mostrava que aquilo era o esperado.
Os três saíram.
Os olhos de Flávia ficaram frios; ela desviou o olhar e dirigiu até a casa da família Viana.
Ao entrar, encontrou o tio sentado no sofá, abatido. Ele tinha apenas quarenta e poucos anos, mas já havia cabelos brancos nas têmporas.
Ao ouvir o barulho, ergueu os olhos e, vendo que era ela, forçou um sorriso.
— A Flávia chegou, como você tem passado?
Flávia se aproximou, tirou um cartão da bolsa e entregou a Augusto. — Tio Augusto, tem cinquenta milhões no cartão. Fique para você.
— Não. O seu tio não pode aceitar o seu dinheiro. — Augusto ficou sério e recusou.
— Pode pegar. Eu não tenho onde gastar dinheiro, considere que é para as despesas da minha mãe. — Sem dar margem para discussão, Flávia enfiou o cartão no bolso dele.
— Que bobagem! Ela é minha irmã! Ela está em dificuldades agora, o mínimo que devo fazer é cuidar dela.
— Tio Augusto, eu sei que a situação da família Viana está difícil. É só uma ajuda minha, aceite.

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