Flávia ficou imóvel por alguns segundos; Clarice nunca havia falado daquela forma.
Aparentemente, a situação dos Viana não era otimista.
— Mãe, a família Viana está bem, não se preocupe. — Flávia tentou confortá-la.
Clarice falou com seriedade: — Não cometa os mesmos erros que a sua mãe.
Flávia baixou os olhos, os cílios longos cobrindo a emoção em seu olhar. — Eu não vou.
As duas desceram para comer.
A tia Elisa soube que Flávia havia chegado e preparou pratos nutritivos especialmente para ela.
— Flávia, você emagreceu de novo. Coma mais para se recuperar.
— Certo.
Flávia terminou de comer. Na hora de ir embora, Elisa deu-lhe vários suplementos de saúde e produtos nutritivos para a Dona Maíra.
Ela dirigiu de volta para casa.
Ao chegar à sala de restauração, a Pintura da Maternidade Sagrada estava sobre a mesa; a remoção do papel de forro havia terminado, e o retoque havia começado.
—
Durante o expediente, Flávia recebeu uma ligação de Clarice.
— Mãe, aconteceu algo para me ligar agora?
— Flávia, o aniversário do seu tio está chegando; não se esqueça de comprar um presente para ele.
— Eu sei.
— No dia do aniversário, você e o Valentino venham para a casa dos Viana, nós faremos um jantar em família.
Flávia ficou em silêncio por alguns segundos. — Eu irei.
Depois do casamento, Valentino foi com ela à casa dos Viana apenas na tradicional visita dos recém-casados.
Agora que ele e Heloísa estavam em um momento de paixão, ela não precisava nem perguntar para saber que ele não iria.
No entanto, a Dona Maíra e a sua avó eram amigas de longa data.
Mesmo que ela não estivesse casada com Valentino, devido à ligação de sua avó com os Monteiro, ela precisava pelo menos avisar.
Ela discou o número de Valentino.
— Valentino está dormindo. Se você precisar de alguma coisa, fale comigo. — A voz de Heloísa soou com uma rouquidão suave, cheia de um tom de satisfação.

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