Valentino encontrou o olhar limpo e claro de Beatriz, e quando estava prestes a abrir a boca para falar, Aurora cobriu sua boca.
— Beatriz, espere a mamãe um pouco, vou conversar com o tio.
Aurora fechou a porta do quarto e foi para a sala, com uma raiva indisfarçável no rosto.
— Sr. Monteiro, espero que você não exponha a nossa relação na frente da Beatriz.
Ela não queria arruinar a imagem que Beatriz tinha dela.
— Eu só queria cuidar da Beatriz, não é o que você está pensando. — Valentino levantou a mão para ajeitar o terno e explicou.
— A Beatriz é minha filha, eu vou cuidar dela, não precisa se preocupar.
Aurora fez uma cara fria: — Eu tenho que trabalhar durante o dia e ficar com a Beatriz à noite. Se você... tiver necessidades, terá que esperar eu terminar as minhas coisas.
Ao chegar ao fim da frase, ela quase rangeu os dentes.
Só de pensar em ser a amante secreta de Valentino, ela não conseguia evitar que seu corpo tremesse.
— Do jeito que você está falando, eu ainda teria que levar em conta as suas vontades? — Valentino riu levemente. — O acordo tem cláusulas bem claras: se você for minha amante, vai morar comigo.
— Não se preocupe, eu gosto muito da Beatriz e não vou dificultar as coisas para ela.
Aurora olhou para Valentino rangendo os dentes.
Ele salvou Beatriz dos traficantes, o que resultou em sua fratura, e não fez nenhuma exigência.
E ela ainda achou que ele tinha tido um peso na consciência naquela época.
Acontece que ele estava armando um plano contra ela o tempo todo.
— Não!
Apesar de Beatriz ter apenas três anos, ela era muito esperta e sabia que apenas o pai e a mãe podiam morar juntos.
Se ela morasse com Valentino, não teria como explicar para Beatriz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta