— Mamãe, nós vamos morar com o Tio Valentino?
— Mas o Tio Valentino não é da nossa família, nem é o papai, por que temos que morar com o Tio Valentino?
Beatriz estava com uma expressão confusa, não conseguia entender de jeito nenhum.
Vendo a filha olhando para ela com uma expressão inocente, Aurora de repente não sabia como explicar.
— O Tio Valentino é amigo do seu papai, ele me pediu para cuidar de vocês, então até a Beatriz melhorar, vocês vão morar na casa do tio. — Valentino explicou pacientemente.
— Mamãe, o tio é amigo do meu papai?
— Sim. — Vendo que ela aceitou esse motivo, Aurora só pôde assentir: — Ele é o melhor amigo do papai.
— Ah, entendi. — Beatriz fez uma expressão de quem finalmente compreendeu.
— Hum, a Beatriz gosta do tio? — Valentino perguntou, quase sem se dar conta do que estava dizendo.
Depois de perceber o que disse, ele olhou fixamente para Beatriz, sem notar que sua expressão estava um pouco tensa.
— Gosto. — Beatriz começou a listar as qualidades de Valentino uma por uma.
— O Tio Valentino pode me ajudar a espantar os bandidos, o Tio Valentino é um grande herói! — Os olhos de Beatriz brilhavam.
Sentindo o olhar de admiração de Beatriz sobre si, Valentino endireitou as costas sem perceber.
— Sr. Monteiro, seus ferimentos ainda não sararam, volte logo para descansar.
A intenção de Aurora de expulsá-lo era óbvia demais, mas Valentino não se importou e levantou-se lentamente.
— Até amanhã, Beatriz. — Ele prolongou a última sílaba, com um tom alegre.
— Até amanhã, Tio Valentino.
A voz de Beatriz era suave, o que aqueceu o coração de Valentino.
No dia seguinte.
Aurora vestiu um suéter branco, uma calça preta de pernas largas e um colar de prata com um pingente em forma de gota no pescoço.

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