— Nada. — Valentino Monteiro mudou de ideia. — Bonito, muito bonito.
— Tio, eu vou te dar um, obrigada por dar uma lição nos caras maus hoje e vingar a mamãe.
Beatriz Viana escolheu um girassol entre as ecobags: — Tio, eu espero que você fique feliz e não fique sempre com a cara fechada.
Um sentimento complicado tomou conta do peito de Valentino Monteiro.
— Obrigada, Beatriz. O tio também preparou algo para você.
— O que é? — Beatriz Viana ficou curiosa.
Valentino Monteiro voltou ao carro e pegou dois chapéus feitos de balões, iguais aos prêmios do palhaço de hoje.
— Uau! Obrigada, tio. — Beatriz Viana pegou o chapéu de palhaço, colocou na cabeça e balançou.
Valentino Monteiro olhou para a aparência fofa dela e sorriu.
Quando Aurora Valente desceu, viu uma cena de amor entre pai e filha.
Ela não esperava que Valentino Monteiro fosse tão atencioso a ponto de notar a decepção de Beatriz Viana quando não ganhou o balão.
— Tio, para você usar. — Beatriz Viana tirou da cabeça.
— O tio não usa, a Beatriz usa. — Valentino Monteiro fez uma cara de resistência e se esquivava sem parar.
Mas Beatriz Viana não o deixou em paz, correu atrás dele e insistiu em colocar nele.
— Hahaha, tio, não se esconde.
Os dois bagunçaram no sofá, e a sala se encheu com as risadas de Beatriz Viana.
Aurora Valente ouviu as risadas dela e os seus olhos se encheram de ternura.
Ao mesmo tempo.
Arthur Mendes voltou para casa à noite e foi ao quarto de Nina.
— Se divertiu com o Tio Valentino hoje?
— Sim, nós fomos à exposição de arte, fomos comer e vimos uma apresentação de mágica.


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