— Estas são as fotos de encontros às cegas que peguei com Dona Cecília Mendes, escolha uma. — Helena Monteiro colocou as fotos na frente de Valentino Monteiro.
Valentino levantou a mão e pegou as fotos. Antes que o sorriso nos lábios de Helena se abrisse, ela o viu jogar as fotos direto na lixeira.
— Impossível. — Valentino disse levemente, mas sua voz carregava algo inquestionável.
— Tudo bem se você não for a encontros às cegas, mas você precisa encontrar uma mulher para ter um filho.
Surpresa passou pelos olhos de Valentino. — Mãe, você está louca?
— Eu estou louca mesmo! Louca para ter um neto. — Helena estava furiosa. — Se você e Flávia Viana tivessem tido pelo menos um filho na época, eu não estaria tão ansiosa agora.
Ao ouvir Helena mencionar o nome de Flávia, os olhos de Valentino se moveram levemente.
— Mãe, estou muito ocupado. Se não tiver nada para fazer, não venha mais à empresa no futuro.
Após falar, Valentino abaixou os olhos para olhar os documentos.
— Valentino! Eu sou sua mãe! — Helena aumentou o volume da voz. — Como você pode falar assim comigo!
Vendo-o em silêncio, Helena saiu do escritório com o rosto pálido e fechou a porta com força, fazendo um estrondo.
Valentino ouviu o barulho e não levantou a cabeça. Ele abriu a gaveta, e lá dentro havia uma certidão de casamento.
Era a certidão de casamento dele com Flávia, que ele sempre guardou bem.
A mulher na foto parecia um pouco nervosa, mas se esforçava para dar um sorriso.
Na verdade, ele não a odiava. Até mesmo, ao saber que a pessoa com quem teve relações foi Flávia, uma ponta de alegria passou por seu coração.
Só que Flávia se casou com ele com segundas intenções. Ela não gostava dele, ela gostava de outro homem.
Pensando nisso, os olhos de Valentino escureceram, e a aura ao seu redor tornou-se afiada.
Helena dirigiu até o salão de beleza.

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