Rafael pegou Flávia no colo e, com movimentos suaves, a colocou no sofá ao lado de Valentino.
Imediatamente, os olhares de todos no salão para os dois mudaram.
O próprio Rafael já era conhecido, além de vir de uma família de restauradores e se destacar em habilidade e aparência.
Havia muitas mulheres que gostavam dele, mas ele sempre mantinha uma distância apropriada do sexo oposto.
Foi a primeira vez que ele demonstrou interesse especial por uma mulher sem reservas na frente de todos.
Eles estavam chocados internamente, mas não mostravam nos rostos.
Além da primeira olhada que Valentino deu quando ela caiu, ele não prestou mais atenção.
Naquele momento, ele estava virando a cabeça para sussurrar algo para Heloísa, e Heloísa sorria.
Neste momento, Flávia se alegrou pelo fato de o casamento deles ser secreto.
Caso contrário, ser ignorada pelo próprio marido a esse ponto seria uma vergonha muito grande.
O Sr. Cavalcante trouxe o kit de primeiros socorros. Rafael agiu rápido para desinfetar e aplicar o remédio.
Flávia não conseguiu evitar e encolheu a perna. — Eu mesma faço.
— Não se mova, tome cuidado. — Rafael parecia não notar os olhares estranhos das outras pessoas, concentrando-se em aplicar o remédio nela.
— Dói.
Rafael ouviu a voz de Flávia e aliviou a mão no machucado.
— Aguenta um pouco, já vai passar. Daqui a pouco eu compro o bolo que você gosta.
O tom dele, como se estivesse confortando uma criança, chamou a atenção de Heloísa e do Sr. Cavalcante, e até Valentino virou o olhar para eles.
O olhar dele estava impenetrável. Ele encarou os dois com um sentido indefinido e desviou o olhar em apenas alguns segundos.
Um traço de desgosto passou pelos olhos de Heloísa. Flávia realmente conseguia o favor de Rafael?
Isso a deixou um pouco incomodada.
O Sr. Cavalcante estava mais chocado.

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