Grupo Monteiro, no escritório do presidente.
Valentino, sentado na cadeira de couro preta, recebeu uma ligação da avó.
— Valentino, traga a Flávia para jantar no Solar dos Monteiro esta noite.
— Ela está machucada, não é conveniente. — O tom de Valentino era neutro.
Dona Maíra aumentou o tom e a voz ficou apressada: — O que aconteceu com a Flávia? Onde ela se machucou? Por que não me contou antes? Eu vou à mansão esta noite e levo suplementos para vê-la.
Ela parecia uma metralhadora, Valentino não conseguia nem colocar uma palavra no meio.
Depois de falar, ela desligou a ligação. Provavelmente, tinha ido preparar os presentes.
Valentino esfregou as têmporas e abriu o histórico de mensagens com Flávia. Só naquele momento ele percebeu que fazia muito tempo que ela não entrava em contato com ele por iniciativa própria.
Mas ele não ligava para isso.
Ele ligou para o telefone dela.
A ligação foi atendida rapidamente, a voz soava um pouco rouca, como se tivesse acabado de acordar.
— Algum problema?
Valentino fez uma pausa. — A vó disse que vai te visitar na mansão hoje à noite.
Flávia olhou as horas. Já eram cinco da tarde, e dali até a mansão levava uma hora.
Além disso, foi a perna direita que ela machucou, então não podia dirigir.
Ela não queria se incomodar com aquilo.
— Encontre uma desculpa para recusar. — Ela disse.
Valentino ficou em silêncio por alguns segundos, parecendo um tanto surpreso com a resposta dela.
Valentino disse: — Fale você com a vó.
Flávia se engasgou. Como falaria com a avó? A avó vinha vê-la cheia de boas intenções. Se ela não deixasse, a avó com certeza ficaria desconfiada.
Afinal de contas, ela nunca havia recusado uma visita da senhora antes.

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