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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 584

Valentino finalmente cedeu e permitiu que ela entrasse. A sala de estar estava mergulhada na penumbra, com a única fonte de claridade vindo da porta aberta de seu quarto. Foi só quando ele acendeu as luzes embutidas no teto, revelando o ambiente, que o espaço ganhou vida. Liliane percorreu o apartamento com os olhos, impressionada com o que via.

— Esse apartamento não parece nada barato, hein? — Comentou ela, avaliando o luxo discreto do lugar.

— Pode deixar as coisas aí e voltar para casa. — Disse Valentino, tirando a carteira do bolso do casaco, ignorando a observação dela. — Só tenho dinheiro vivo aqui, mas vou deixar o valor dos remédios e do lanche para você.

Dizendo isso, ele colocou algumas notas sobre a mesa. Liliane, no entanto, nem tocou no dinheiro e franziu a testa.

— Qual é o seu problema? — Retrucou ela, ofendida. — Estou fazendo uma boa ação, não estou aqui para extorquir seu dinheiro.

— Não gosto de ficar devendo nada a ninguém. — Justificou ele, com a voz cansada.

— Não pedi para você me dever nada. Se não fosse pela Luana, eu nem estaria aqui! — Disparou Liliane, cruzando os braços e se sentando no sofá com as pernas cruzadas, sentindo-se bem à vontade. — Além disso, você é tecnicamente meu chefe. Você pode não se importar consigo mesmo, mas o pessoal da empresa se importa. Se algo acontecer com você, quem vai cuidar da gente?

Valentino franziu a testa levemente, preferindo o silêncio diante da insistência dela. Liliane, aproveitando a pausa, empurrou a sacola de remédios na direção dele.

— Tome o remédio logo, antes que piore. — Insistiu ela.

— Eu já disse que tomei. — Respondeu ele, exibindo uma expressão de impotência. — Minha situação não é tão crítica quanto você imagina.

Liliane virou a cabeça para contestar, mas as palavras morreram em sua garganta. Seu olhar pousou acidentalmente sobre a mesa, onde uma caixa de ibuprofeno já aberta repousava ao lado da fruteira.

Ela engasgou, sentindo o rosto esquentar de vergonha.

— Você... você realmente já tomou? — Gaguejou ela, constrangida.

— O que mais eu faria? — Devolveu ele, sem paciência.

Liliane se levantou com um sorriso amarelo, tentando disfarçar o erro.

— Que bom, então. Eu achei que você fosse... err... — Ela percebeu que era melhor não terminar a frase e mudou o rumo da conversa rapidamente. — Esquece, acho que viajei na maionese. O importante é que você se cuidou. Descanse cedo e, ah, coma o lanche enquanto está quente. Eu já vou indo.

Liliane saiu do apartamento quase correndo, fechando a porta atrás de si com pressa.

Valentino baixou os olhos, suspirando. Ele conseguia imaginar o que passara pela cabeça dela. Seu olhar recaiu sobre a sacola de remédios e a comida ainda morna sobre a mesa, perdido em pensamentos que ninguém poderia decifrar, sozinho novamente no silêncio do apartamento.

...

Assim que Luana chegou ao instituto na manhã seguinte, foi cercada por colegas a parabenizando pelo noivado. Ela mesma ficou surpresa com a velocidade das fofocas; a notícia já havia se espalhado por todos os corredores e laboratórios.

Pouco depois, Liliane entrou na sala arrastando os pés, com uma expressão de exaustão profunda. Percebendo as olheiras marcadas no rosto da amiga, Luana perguntou:

— Ficou acordada até tarde ontem?

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