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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 580

Rita pareceu levemente aturdida por um instante. Ela ergueu o olhar para Roberto e, com um misto de hesitação e polidez, aceitou o cumprimento, apertando a mão dele.

— O... olá.

— O formato da sua mão é tão bonito quanto você. — Elogiou Roberto sem a menor cerimônia.

Apesar das palavras galanteadoras, seu toque foi respeitoso, sem qualquer insinuação ofensiva, e ele a soltou logo em seguida. Rita, que nunca havia sido alvo de um elogio tão direto, recolheu a mão, visivelmente desconcertada.

— De jeito nenhum, eu... eu não sou bonita assim como você diz.

— Acho ótima. Alguém já disse o contrário? Se disse, essa pessoa claramente não entende nada de beleza. — Roberto sacou o celular do bolso com naturalidade, aproveitando a deixa. — Já que o destino nos uniu aqui e nos conhecemos, que tal trocarmos contatos? Podemos ser amigos.

Rita lançou um olhar interrogativo para Luana, buscando aprovação silenciosa. A amiga apenas tocou em seu ombro, tranquilizando-a:

— Tudo bem, não tem problema.

Assim que terminaram de trocar os números e Roberto se preparava para continuar o papo, foi bruscamente interrompido pela voz grave de Ricardo.

— Você veio aqui para resolver assuntos sérios ou para ficar pedindo o número de garotas?

— Não precisa ser tão grosseiro. Não posso nem fazer novas amizades? Trabalhei para você esses dias todos, acho que mereço um pouco de liberdade, não? — Retrucou Roberto, indignado.

Ricardo soltou uma risada nasalada, carregada de ironia.

— E já não tem mulheres suficientes no seu WhatsApp?

Roberto riu de nervoso e, agarrando o braço de Ricardo, arrastou o amigo para longe, sussurrando por entre os dentes:

— Você está fazendo de propósito para queimar meu filme, não é?

Com as mãos nos bolsos e mantendo a postura séria, Ricardo respondeu como se estivesse dando um sermão:

— Ela é prima da Luana. Se você brincar com os sentimentos dela, iludir a garota e depois cair fora, como acha que eu vou me explicar para os parentes da Luana?

— E quando foi que eu iludi alguém e sumi? Você acha que eu sou você?

— E quando foi que eu...

— Você tem uma ex-namorada traumática, eu não! — Disparou Roberto, cortando o mal pela raiz.

Ricardo se calou instantaneamente, sem argumentos.

Observando os dois homens cochichando ao longe, Luana cruzou os braços e elevou a voz:

— O meu jeito de te agradar não é especial o suficiente?

A voz dele soou rouca, carregada de um ciúme sutil, enquanto o hálito quente roçava a orelha dela, causando arrepios. Luana baixou os cílios, a cabeça pousando hesitante no ombro dele, permitindo que ele brincasse com uma mecha de seu cabelo lateral.

— Você nunca me elogiou. — Sussurrou ela, num tom quase inaudível.

Ricardo parou por um instante, observando o redemoinho no topo da cabeça dela. Em seus olhos, o riso se transformou em pura adoração.

— Elogiei em silêncio, no fundo do meu coração.

— E o que você disse?

— Que você é linda.

Luana ergueu o rosto, surpresa com a franqueza.

— Hã?

— Perdi minhas memórias do passado, então, na nossa noite de núpcias, pensei que fosse a primeira vez que te via. E, naquele momento, eu soube que seria inevitavelmente atraído por você.

A verdade era que ele havia lutado contra aquele sentimento por causa de uma suposta "primeira paixão", criando um abismo de frieza e distanciamento entre eles. Por pouco, ele não a perdeu para sempre por causa dessa teimosia e daquele afastamento autoimposto.

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