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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 647

No dia seguinte, a festa de noivado aconteceu sem grandes ostentações. Embora o salão exibisse a decoração impecável planejada durante meses, muitos dos protocolos longos e cansativos haviam sido cortados.

Os membros da família Souza circulavam pelo ambiente, recebendo os convidados que chegavam aos poucos. Para essa celebração, além da ausência já esperada da senhora Souza, Afonso também não compareceu, usando a desculpa de que precisava repousar por motivos de saúde.

A lista de convidados se restringia aos amigos e parentes mais próximos da família. Todos ali sabiam o verdadeiro motivo da ausência do patriarca, mas mantinham o silêncio em um acordo mudo de etiqueta.

Na entrada do salão principal, Danilo e Vinícius se encarregavam de dar as boas-vindas. O espaço já estava quase cheio, tomado por conversas animadas e risadas, mas havia um detalhe impossível de ignorar. Ninguém da família Ferraz havia chegado.

— Em uma ocasião tão importante como esta, o pessoal da família Ferraz não deveria se atrasar. — Murmurou Danilo, erguendo o pulso para checar as horas no relógio com uma expressão de impaciência.

Em pouco tempo, todos os convidados aguardados já estavam acomodados. O ambiente fervilhava de expectativa.

Dentro do camarim, Luana terminava os últimos retoques na maquiagem. Calculando que a maioria das pessoas já estivesse presente, ela se levantou com cuidado, segurando o volume da saia do vestido. Rita acompanhava seus passos de perto, carregando a bolsa da noiva e ajeitando a cauda da roupa a cada movimento. Antes mesmo de alcançarem as portas do salão, Soraia, que ajudava na recepção, caminhou apressada na direção das duas.

— Luana, o pessoal da família Ferraz ainda não chegou? — Perguntou ela, com um tom de preocupação na voz.

Luana lançou um olhar para a multidão no salão. A mesa principal, reservada para os anfitriões de honra, continuava vazia. Não havia sinal de Amanda, nem de Sofia. E, o mais alarmante de tudo, Ricardo também não estava lá. Ela umedeceu os lábios, tentando disfarçar a tensão.

— Eles devem ter tido algum imprevisto no caminho. Acredito que vão se atrasar um pouco. — Respondeu Luana, forçando uma tranquilidade que não sentia.

— Faltam só dez minutos para o início oficial. É melhor você ligar para ele e confirmar. — Sugeriu Soraia, antes de ser chamada por outro grupo de parentes.

Luana concordou com um aceno de cabeça. Assim que ficou sozinha com a assistente, ela baixou os olhos, as sobrancelhas unidas em um vinco de preocupação.

"O Ricardo nunca se atrasa para nada...", pensou, sentindo o coração acelerar.

A ansiedade tomou conta de seu peito. Ela estendeu a mão e pediu que Rita lhe entregasse o celular. Sem perder tempo, discou o número do noivo. O aparelho chamou até cair na caixa postal. Ela tentou uma segunda vez, e o resultado foi o mesmo silêncio angustiante.

— Aconteceu alguma coisa, Luana? — Perguntou Rita, notando a palidez repentina no rosto da jovem. — O Ricardo não atende?

Luana permaneceu em silêncio, apertando o celular entre os dedos. Seus olhos varreram as mesas dos convidados mais uma vez até encontrarem Roberto. Para piorar a situação, Liliane, que também havia sido convidada, não estava ao lado dele. Ela pediu a Rita que chamasse Roberto.

Rita foi até a mesa, sussurrou algumas palavras no ouvido dele, e Roberto pousou a taça de bebida na mesma hora, acompanhando-a de volta.

— Que história é essa? Não era para ser a grande festa da família Souza? Por que está demorando tanto para começar? — Questionou um dos convidados.

— O noivo nem apareceu ainda. Ninguém sabe o que está acontecendo. — Respondeu outro, em tom de fofoca.

— Será que deu algum problema grave?

Os minutos se arrastavam como horas, e Luana sentia as pernas fraquejarem, quase sem forças para se manter em pé. A família Souza já havia sido o centro das atenções nos noticiários e redes sociais diversas vezes nos últimos meses. Se a notícia de que o noivo abandonou a festa vazasse, o nome da família viraria motivo de piada em toda a cidade de Macondo.

Vinícius observou o rosto da irmã perder toda a cor. Ela parecia prestes a desabar diante daquela crise inesperada. Ele puxou o ar com força e segurou os ombros dela, transmitindo segurança.

— Luana, se você não quiser passar por isso, podemos encerrar tudo agora mesmo. Vá para casa, e eu assumo a responsabilidade de lidar com essa confusão e dispensar os convidados. — Ofereceu ele, com firmeza.

Luana abaixou a cabeça, os olhos fixos no chão. Aos poucos, a tensão em suas mãos diminuiu. Quando ela voltou a erguer o rosto, o medo havia dado lugar a uma determinação inabalável.

— Não vamos cancelar nada. — Declarou ela, a voz soando clara e decidida.

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