O caso da disputa fiscal havia tomado proporções enormes, e era impossível para Luana ignorar as notícias. Vinícius não tentou negar; ele se encostou na parede fria do hospital e suspirou.
— A culpa é minha. Deixei passar o problema, fui negligente.
Vendo o irmão assumir todo o peso da responsabilidade, Luana segurou a mão dele com firmeza e disse:
— Vinícius, não importa o motivo. Acredito em você e na sua capacidade de resolver isso.
Ao ouvir aquelas palavras, a tensão na mandíbula de Vinícius diminuiu. Ele olhou para a irmã, tentando esconder o quanto estava abalado para não preocupá-la ainda mais, e forçou um sorriso reconfortante.
— Ouvir isso de você já é o suficiente para mim.
Naquele momento, Soraia saiu do quarto e os irmãos se viraram para ela.
— Fiquem com o pai de vocês. No fim das contas, a saúde é o que mais importa. — Disse ela, com um tom neutro, antes de se afastar pelo corredor.
Luana assentiu e observou Soraia partir. Voltando-se para Vinícius, que parecia perdido em pensamentos, ela sugeriu:
— Vinícius, fico aqui cuidando do pai. Pode ir resolver o que precisa, não se preocupe com a gente.
Vinícius piscou, saindo do transe, e seus olhos demonstraram gratidão.
— Volto assim que possível. — Prometeu ele, saindo apressado.
Algum tempo depois que Vinícius partiu, Ricardo chegou ao hospital, trazido por Vitor. Assim que avistou a silhueta delicada de Luana sentada sozinha no banco do corredor, ele apressou o passo.
— Luana.
Ela levantou a cabeça. O homem alto apoiou o braço no encosto do banco e se agachou na frente dela, ficando na mesma altura de seus olhos. Sua voz soou rouca e preocupada:
— Desculpe, cheguei tarde.
Ela piscou, surpresa com a intensidade dele.
— Por que está pedindo desculpas?
— Tive medo de que você me culpasse por não estar ao seu lado no momento em que mais precisava. — Respondeu Ricardo com seriedade, sem desviar o olhar.
— Claro que não... — Ela começou a dizer, pensando que, na verdade, seu irmão estava lá.
— Como está o meu sogro? — Perguntou ele, direto.
Vitor, que estava logo atrás, arregalou os olhos como se tivesse ouvido um segredo de estado. Luana travou por um segundo, mas logo recuperou a postura e fez um bico, fingindo naturalidade.
— Não foi nada grave. A pressão subiu de repente, ele só precisa descansar um pouco.
O homem abriu os olhos lentamente, virando o rosto bonito para ela.
— Uhum? Acordou?
Quando ele tentou recolher o braço que servia de travesseiro, fez uma careta discreta. O membro estava visivelmente rígido. Luana percebeu na hora.
— Por que você não me acordou? Seu braço deve estar dormente!
Ele riu, massageando o ombro.
— Você estava dormindo tão gostoso... acha que eu teria coragem de te acordar?
— Mas o seu braço...
— Está tudo bem. — Disse ele, movendo o braço para ativar a circulação. — Ainda dá para usar.
Luana não conseguiu segurar um meio sorriso.
Quando entraram no quarto, Danilo já estava acordado, lendo um jornal recostado na cama. Luana estancou os passos e correu até ele.
— Pai! O senhor acordou e não me chamou?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...