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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 772

— E qual é o problema? A casa é sua, para começo de conversa! Além disso, a gente tem um quarto sobrando lá. — Respondeu Luana com a maior naturalidade do mundo.

Ela se acomodou no sofá ao lado da amiga, abrindo a caixa de primeiros socorros para trocar o curativo.

Assim que a gaze suja foi removida, Sarah voltou a questionar, a voz carregada de hesitação:

— Eu não quero ser um incômodo. Morar com vocês dois não vai tirar a privacidade de vocês?

— Que privacidade o quê, menina! — Luana afastou a mão da amiga com delicadeza e começou a limpar o ferimento. — O meu irmão fica com o andar de cima e nós duas dividimos o de baixo. Ele é um bicho do mato, só desce as escadas quando precisa comer ou sair de casa. De resto, ele vive trancado lá em cima.

Sarah abaixou o olhar, observando as próprias mãos no colo.

— E você tem certeza de que ele concorda com isso?

— Mas é claro que ele concorda! Pode apostar.

A confiança inabalável na voz de Luana deixou Sarah ainda mais confusa.

— Como você pode ter tanta certeza dos sentimentos dele?

— Ahn... — Luana hesitou por uma fração de segundo, mas logo abriu um sorriso amarelo, tentando disfarçar. — É porque ele vive reclamando que eu fico muito sozinha. Ele ia adorar que eu tivesse uma companhia!

Uma risada fraca escapou dos lábios de Sarah, dissipando um pouco a tensão.

— Essa é nova para mim. É a primeira vez na vida que eu vejo uma inquilina implorando para morar com a dona da casa. Você não existe, Luana.

— E quem é que não ia querer morar com uma senhoria linda e compreensiva como você? Vou te falar uma coisa, se eu fosse homem, eu casava com você na mesma hora e te tratava como uma rainha.

A brincadeira arrancou um sorriso genuíno de Sarah.

— Onde foi que você aprendeu a ser tão galanteadora desse jeito? Parece até aqueles caras cheios de lábia.

O sorriso de Luana ganhou um tom nostálgico.

— Eu aprendi com uma certa pessoa.

— Uma certa pessoa? — Repetiu Sarah, curiosa.

As mãos de Luana pararam no ar por um instante. Um brilho de carinho inegável tomou conta dos seus olhos ao revelar:

Com as varas de pescar fincadas na terra úmida, os dois amigos se jogaram nas cadeiras de abrir, aproveitando a brisa para colocar o papo em dia.

— Cara, eu tenho que admitir que essa jogada na internet foi de mestre. O Ademir está correndo atrás do próprio rabo, implorando por favores na cidade inteira. — Comentou Sérgio, jogando na boca um morango silvestre que havia colhido de um arbusto próximo. Ele mastigou a fruta e continuou a sua reflexão. — Ter um filho como aquele é uma maldição. O velho vai acabar perdendo todo o império da família por causa das burradas do moleque. É por essas e outras que eu já decidi. Quando eu for pai, só quero saber de ter menina.

Vinícius ajeitou os óculos escuros no rosto e provocou, com um sorriso de canto:

— E se você tiver o azar de ter uma filha que gaste toda a sua fortuna?

Sérgio estalou a língua, fingindo indignação.

— Poxa, você não consegue desejar nada de bom para mim, não é? E outra, por mais que uma filha gaste dinheiro com futilidades, nunca vai chegar aos pés do estrago que um filho homem inconsequente pode fazer. — Ele virou o rosto na direção do amigo, mudando de assunto. — Mas e você, que já está com o título de titio garantido? Qual é o seu palpite? Acha que a sua irmã está esperando um menino ou uma menina?

— E por que você está me perguntando isso? — Rebateu Vinícius, sem tirar os olhos da água calma do lago.

— E eu vou perguntar para quem? Para o pai da criança? — Sérgio deu de ombros, mas de repente sentou-se reto na cadeira, como se tivesse tido uma epifania. — Espera aí, agora que eu parei para pensar... Você nunca me contou nada sobre o seu cunhado. Desembucha logo! Estou morrendo de curiosidade para saber quem foi o sortudo que conseguiu entrar para a sua família. Com a fortuna e o poder que vocês têm, se eu fosse uns anos mais novo, eu mesmo me candidatava à vaga. Ser sustentado pela família da esposa não deve ser tão ruim assim. A gente perde um pouco da moral, é verdade, mas pelo menos não precisa trabalhar um dia sequer na vida!

Vendo o sorriso malicioso estampado no rosto do amigo, Vinícius esticou a perna e deu um chute de leve na canela dele. Uma risada descontraída escapou dos seus lábios enquanto ele retrucava:

— Vê se cala essa boca e para de falar besteira. A nossa família tem critérios, não é qualquer maluco folgado que a gente aceita dentro de casa.

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