— E qual é o problema? A casa é sua, para começo de conversa! Além disso, a gente tem um quarto sobrando lá. — Respondeu Luana com a maior naturalidade do mundo.
Ela se acomodou no sofá ao lado da amiga, abrindo a caixa de primeiros socorros para trocar o curativo.
Assim que a gaze suja foi removida, Sarah voltou a questionar, a voz carregada de hesitação:
— Eu não quero ser um incômodo. Morar com vocês dois não vai tirar a privacidade de vocês?
— Que privacidade o quê, menina! — Luana afastou a mão da amiga com delicadeza e começou a limpar o ferimento. — O meu irmão fica com o andar de cima e nós duas dividimos o de baixo. Ele é um bicho do mato, só desce as escadas quando precisa comer ou sair de casa. De resto, ele vive trancado lá em cima.
Sarah abaixou o olhar, observando as próprias mãos no colo.
— E você tem certeza de que ele concorda com isso?
— Mas é claro que ele concorda! Pode apostar.
A confiança inabalável na voz de Luana deixou Sarah ainda mais confusa.
— Como você pode ter tanta certeza dos sentimentos dele?
— Ahn... — Luana hesitou por uma fração de segundo, mas logo abriu um sorriso amarelo, tentando disfarçar. — É porque ele vive reclamando que eu fico muito sozinha. Ele ia adorar que eu tivesse uma companhia!
Uma risada fraca escapou dos lábios de Sarah, dissipando um pouco a tensão.
— Essa é nova para mim. É a primeira vez na vida que eu vejo uma inquilina implorando para morar com a dona da casa. Você não existe, Luana.
— E quem é que não ia querer morar com uma senhoria linda e compreensiva como você? Vou te falar uma coisa, se eu fosse homem, eu casava com você na mesma hora e te tratava como uma rainha.
A brincadeira arrancou um sorriso genuíno de Sarah.
— Onde foi que você aprendeu a ser tão galanteadora desse jeito? Parece até aqueles caras cheios de lábia.
O sorriso de Luana ganhou um tom nostálgico.
— Eu aprendi com uma certa pessoa.
— Uma certa pessoa? — Repetiu Sarah, curiosa.
As mãos de Luana pararam no ar por um instante. Um brilho de carinho inegável tomou conta dos seus olhos ao revelar:
Com as varas de pescar fincadas na terra úmida, os dois amigos se jogaram nas cadeiras de abrir, aproveitando a brisa para colocar o papo em dia.
— Cara, eu tenho que admitir que essa jogada na internet foi de mestre. O Ademir está correndo atrás do próprio rabo, implorando por favores na cidade inteira. — Comentou Sérgio, jogando na boca um morango silvestre que havia colhido de um arbusto próximo. Ele mastigou a fruta e continuou a sua reflexão. — Ter um filho como aquele é uma maldição. O velho vai acabar perdendo todo o império da família por causa das burradas do moleque. É por essas e outras que eu já decidi. Quando eu for pai, só quero saber de ter menina.
Vinícius ajeitou os óculos escuros no rosto e provocou, com um sorriso de canto:
— E se você tiver o azar de ter uma filha que gaste toda a sua fortuna?
Sérgio estalou a língua, fingindo indignação.
— Poxa, você não consegue desejar nada de bom para mim, não é? E outra, por mais que uma filha gaste dinheiro com futilidades, nunca vai chegar aos pés do estrago que um filho homem inconsequente pode fazer. — Ele virou o rosto na direção do amigo, mudando de assunto. — Mas e você, que já está com o título de titio garantido? Qual é o seu palpite? Acha que a sua irmã está esperando um menino ou uma menina?
— E por que você está me perguntando isso? — Rebateu Vinícius, sem tirar os olhos da água calma do lago.
— E eu vou perguntar para quem? Para o pai da criança? — Sérgio deu de ombros, mas de repente sentou-se reto na cadeira, como se tivesse tido uma epifania. — Espera aí, agora que eu parei para pensar... Você nunca me contou nada sobre o seu cunhado. Desembucha logo! Estou morrendo de curiosidade para saber quem foi o sortudo que conseguiu entrar para a sua família. Com a fortuna e o poder que vocês têm, se eu fosse uns anos mais novo, eu mesmo me candidatava à vaga. Ser sustentado pela família da esposa não deve ser tão ruim assim. A gente perde um pouco da moral, é verdade, mas pelo menos não precisa trabalhar um dia sequer na vida!
Vendo o sorriso malicioso estampado no rosto do amigo, Vinícius esticou a perna e deu um chute de leve na canela dele. Uma risada descontraída escapou dos seus lábios enquanto ele retrucava:
— Vê se cala essa boca e para de falar besteira. A nossa família tem critérios, não é qualquer maluco folgado que a gente aceita dentro de casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...