Luana piscou, ainda atordoada pelos acontecimentos recentes. A figura masculina caminhava contra a luz das sirenes e, à medida que os traços do seu rosto se tornavam nítidos no meio da multidão, o coração da garota deu um salto no peito.
Antes mesmo que ela pudesse processar o que estava acontecendo, braços fortes a puxaram para um abraço apertado. O calor real e reconfortante daquele corpo contra o seu a fez perder o fôlego por um instante.
— Ri... Ricardo? — Murmurou Luana, com o rosto afundado no peito dele.
Ela permaneceu paralisada por longos segundos, incapaz de acreditar no que os seus próprios olhos viam.
"Será que eu estou tendo uma alucinação?", pensou ela, confusa com a mistura de alívio e choque.
Percebendo a perplexidade da garota, Ricardo apertou ainda mais o abraço. Ele soltou um riso anasalado, uma mistura de alívio com uma pitada de frustração.
— Se eu soubesse que você ia arrumar tanta confusão do outro lado do mundo, teria vindo te buscar muito antes para evitar essa dor de cabeça.
Era ele mesmo...
Ao ouvir o som grave daquela voz e sentir a firmeza do seu toque, a tensão que dominava o corpo de Luana desapareceu como num passe de mágica. Um nó se formou na sua garganta. Sem conseguir se segurar, lágrimas quentes transbordaram dos seus olhos, encharcando o tecido da camisa do rapaz. Todo o pânico, a angústia e a saudade acumulados nas últimas horas desaguaram naquele choro silencioso.
Ricardo foi pego de surpresa pela reação intensa, mas logo levou a mão às costas dela, fazendo um carinho suave para acalmá-la.
Sarah, que observava a cena a poucos passos de distância, compreendeu a intimidade do momento e se afastou em silêncio para dar privacidade aos dois.
Enquanto isso, Sérgio e Vinícius aguardavam do lado de fora do cordão de isolamento. Assim que viram Renan sendo arrastado pelos policiais com as mãos algemadas, o sangue de Vinícius ferveu. Ele deu um passo à frente, pronto para partir para cima do criminoso, mas Sérgio agarrou o seu braço a tempo.
— Não faz besteira, cara! — Alertou o amigo.
O peito de Vinícius subia e descia em uma respiração pesada. Os seus punhos estavam tão cerrados que os nós dos dedos ficaram brancos. Ele fuzilava Renan com o olhar e, se não fosse pela intervenção de Sérgio, com toda a certeza teria quebrado a cara do sujeito ali mesmo.
— Calma, esse desgraçado não vai ter muito tempo para cantar de galo. Vamos ver como a sua irmã e a Sarah estão... Espera aí, quem é aquele cara? — Perguntou Sérgio, franzindo a testa ao notar o homem que abraçava Luana com tanta familiaridade.
Vinícius ignorou a pergunta. Ele já sabia que Ricardo havia desembarcado em Solaris.
Perto dali, Sarah terminava de prestar depoimento a uma policial. Assim que a oficial se afastou, ela viu Vinícius caminhando na sua direção com uma expressão de preocupação.
— Você se machucou? — Perguntou ele, analisando a garota de cima a baixo.
Sarah piscou, surpresa com a atenção repentina, e balançou a cabeça.
— Não... eu estou bem.
— Como não? Olha o tamanho do inchaço na sua mão. Isso não conta como machucado? — Sérgio se intrometeu, apontando para o pulso dela.
Por mais que o irmão mais velho detestasse admitir, a verdade estava estampada na cara de todos. Ricardo se importava com Luana de verdade, e aquele nível de desespero não era algo que se pudesse fingir.
A notícia da prisão de Renan não demorou a se espalhar pela cidade. Assim que a informação chegou aos ouvidos de Ademir, ele correu para a delegacia central, exigindo ver o filho. Para a sua revolta, o delegado de plantão foi categórico ao informar que o caso estava sob investigação sigilosa e que visitas familiares estavam proibidas.
— Eu sou o pai dele! Tenho o direito de saber quais são as acusações exatas contra o meu filho! — Esbravejou Ademir, batendo com a mão no balcão da recepção.
O policial do outro lado do vidro manteve a postura impassível.
— Sequestro e suspeita de envolvimento em dois homicídios por arma de fogo.
— Isso é um absurdo! — Rebateu Ademir, com o rosto vermelho de fúria. — O meu filho pode ter os seus defeitos, mas jamais se envolveria em assassinatos!
— Senhor, prendemos o rapaz em flagrante na cena do crime. Os seguranças que ele contratou abriram fogo e mataram duas pessoas antes de serem neutralizados pela nossa equipe. Temos dezenas de testemunhas oculares. O seu filho foi o mandante de toda a operação. Quanto aos detalhes das acusações, a nossa equipe vai investigar cada ponto com rigor.
Derrotado, Ademir caminhou para fora da delegacia. O ar noturno parecia pesado, e ele massageou as têmporas latejantes, tentando processar o desastre iminente.
O seu secretário, que aguardava na calçada, encerrou uma chamada e correu na sua direção com o aparelho em mãos.
— Senhor Ademir, é uma ligação urgente para o senhor...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...