No dia seguinte, Liliane foi até o hospital na inocência, tentando bater um papo com os colegas daquela enfermeira para entender a situação. Mas o clima estava péssimo. Provavelmente por saberem que ela representava a Sinar Medical, a equipe da farmácia fugia dela como o diabo foge da cruz. Alguns fingiam que nem estavam vendo, outros se faziam de surdos quando ela tentava puxar assunto.
Sem outra saída, ela resolveu dar uma passada na enfermaria para checar o que estava acontecendo. Chegando na porta do quarto, deu de cara com uma auxiliar de limpeza arrumando os lençóis. Ela entrou às pressas e foi logo perguntando:
— Com licença, onde está a paciente que ficava nessa cama?
A funcionária levantou a cabeça, sem parar o que estava fazendo, e respondeu de imediato:
— Ela acabou de ter alta. Assinou os papéis e foi embora.
Liliane deu meia-volta e saiu correndo pelos corredores para tentar alcançá-la. Quando chegou à portaria do prédio, pegou o celular para ligar, mas a chamada caiu direto na caixa postal. O aparelho da enfermeira já estava desligado.
Ela estava parada ali, frustrada, quando uma enfermeira mais nova esbarrou nela com tudo. O resultado não podia ser pior, o copo de café gelado que a moça segurava virou inteiro na roupa de Liliane.
— Meu Deus, me perdoa! — A garota entrou em desespero, quase chorando. — Eu juro que não foi por mal, me desculpa mesmo!
Liliane olhou para a blusa manchada de marrom e sentiu o sangue ferver. A sua vontade era de soltar uns bons palavrões, mas, quando bateu o olho no crachá da garota e viu a palavra "Estagiária", engoliu a raiva.
— Tudo bem, não esquenta. Pode ir. — Disse ela, abanando a mão e abaixando a cabeça para tentar limpar o estrago com um lenço.
Assim que a estagiária sumiu de vista, Liliane continuou esfregando o tecido. Foi naquele momento que ela notou algo no chão, uma nota de cem reais, dobrada ao meio, caída bem perto do seu pé.
"Essa nota não estava aí antes!", ela raciocinou. "Será que caiu do bolso daquela menina?"
Ao abaixar para pegar o dinheiro, teve uma surpresa. Escondido no meio da nota dobrada, havia um pedaço pequeno de papel com um endereço escrito à mão.
...
Em ala do hospital, Ricardo acompanhava Luana para o seu exame de rotina do pré-natal. Ele andava todo protetor, com um braço envolvendo a cintura da mulher e o outro posicionado à frente, como se fosse um escudo para evitar que esbarrassem nela.
— Pode ir lá pagar a conta, eu fico bem sozinha. — Luana parou no meio do corredor e olhou firme para ele.
Ricardo não estava nem um pouco a fim de soltá-la.
— Eu posso pedir para a Fernanda resolver isso mais tarde.
— Lá vem você com essas manias de novo. Eu sei que você tem ações aqui no Hospital de Oeiras, mas as coisas não funcionam assim. — Ela retrucou, levantando o rosto. — Ficar pendurando conta é um péssimo hábito. Eu não quero que os meus filhos aprendam isso com o pai.
Ricardo ficou sem palavras por um instante. Sem ter como argumentar contra a lógica dela, ele soltou um suspiro derrotado.
— Tá certo, você venceu. Me espera bem aqui, eu já volto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...