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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 897

Márcio só foi descobrir que os capangas de Ronaldo haviam ido parar atrás das grades dois dias depois do ocorrido. Aquela omissão o deixou furioso, porque detestava a mera sensação de perder as rédeas da situação.

No camarote reservado daquele karaokê, o estalo do tapa desferido por Márcio contra a cara de Ronaldo ecoou pelas paredes diante dos próprios funcionários do estabelecimento, que baixaram a cabeça na hora, paralisados de medo e sem ousar emitir nenhum ruído.

Com o rosto virado pelo impacto da bofetada, Ronaldo permaneceu calado e de queixo baixo, aceitando aquela humilhação para conter a ira do chefe.

Do outro lado do espaço, o diretor da farmácia mal continha o riso de satisfação. Depois de ter passado vergonha na presença de Ronaldo dias antes, ver o comparsa levar um esculacho daquele tamanho lavava a sua alma. Assim que Márcio voltou a se sentar no sofá de couro, o diretor correu todo solícito com um copo e uma garrafa nas mãos, desmanchando-se em agrados:

— Sr. Márcio, não vale a pena esquentar a cabeça por causa dele. Tenho certeza de que ele não teria coragem de puxar o seu tapete. Tome um pouco de água para refrescar as ideias...

— Eu nunca fui ingrato com você, fui? — Perguntou Márcio em tom gélido, tirando os óculos para limpá-los com uma flanela, sem tirar a atenção de Ronaldo.

— O senhor sempre foi muito bom para mim. — Respondeu Ronaldo com uma reverência comedida.

— Pois não parece. — Retrucou Márcio, erguendo o olhar afiado para encará-lo de frente. — Você achou ruim ter ficado de fora de certas decisões e resolveu fazer birra, colocando em risco os planos do chefão. Se a bronca vier lá de cima, eu não vou mover um dedo para salvar a sua pele.

Ronaldo manteve a boca fechada. A história de que o falso "senhor Ricardo" havia chegado à cidade tinha chegado aos ouvidos de Márcio pela boca do diretor da farmácia, de modo que o patrão já havia juntado as pontas daquela história.

Ainda curvado ao lado do estofado, o diretor não segurou a língua e arriscou uma sondagem:

— Mas me diga uma coisa, Sr. Márcio... quem é esse chefão afinal de contas? Eu nunca vi o cara nem de longe...

— E você acha que alguém na sua posição tem cacife para conhecer um figurão desses? — Disparou Márcio com um olhar carregado de nojo. — Cuide da sua língua e pare de meter o nariz onde não deve, se não quiser amanhecer com a boca cheia de formiga.

A advertência fez o diretor engolir as palavras a seco, com o rosto perdendo a cor diante da ameaça. Ele encolheu os ombros como um cão assustado, perdendo toda a pose.

Mesmo acuado, lançou um relance disfarçado para Ronaldo e achou certo consolo ao ver que o outro continuava de cabeça baixa, humilhado na mesma medida. Esboçou então um sorriso amarelo e tentou consertar o tropeço:

— O senhor tem toda razão, Sr. Márcio. Falha minha por falar demais.

Márcio bufou de impaciência, ajustou as armações de volta sobre o nariz e cravou os olhos severos nos dois subordinados:

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