Por pouco Luana não engasgou com o chá ao ouvir o que a amiga dizia, surpresa com tamanha franqueza. Liliane nunca era de meias palavras.
Depois de quase meia hora de conversa descontraída, a porta da frente se abriu e Ricardo entrou na sala. Liliane se levantou na hora, abrindo um sorriso simpático para cumprimentá-lo.
— Ricardo!
Ele mal olhou para ela. Seus olhos passaram direto por Liliane e pousaram em Luana. Caminhou até a esposa e, com um gesto natural e protetor, pegou o copo vazio da mão dela, apoiando-o na mesinha de centro.
— Você não ia tirar uma soneca à tarde? — Perguntou ele, com uma voz calma e aveludada. — Acordaram você?
Luana abriu a boca para responder, mas Liliane se adiantou, indignada:
— O que você está insinuando, Ricardo? Eu não acordei ninguém, viu? Você implica comigo de graça!
Ela puxou Luana de leve pelo braço, buscando apoio.
— Luana, olha como ele me trata!
— Se você quer dengar para conseguir atenção, vá procurar o Valentino. — Retrucou Ricardo, sem a menor cerimônia.
— Não vou mesmo!
Luana levou a mão à testa, rindo da implicância mútua entre os dois:
— Pelo amor de Deus, vocês dois parecem duas crianças.
Liliane acabou ficando para o jantar, mas mal tocou no prato. Estava distante, remexendo a comida de um lado para o outro, perdida em pensamentos. Luana logo percebeu o que tirava o sono da amiga.
— Esse noivado da família Alencar virou assunto na cidade inteira. — Comentou Luana, tentando acalmá-la. — Não é uma situação que ele consiga resolver do dia para a noite, vai levar um tempo. Mas, se o Valentino assumiu o que vocês têm, é porque confia na capacidade dele de resolver a parada. Tente não sofrer por antecipação.
— Eu sei disso. — Suspirou Liliane, espetando um pedaço de legume com o garfo. — O que me apavora de verdade é a família Alencar bater o pé e não aceitar o nosso relacionamento.
— Mas por que eles fariam isso?
Liliane hesitou, erguendo os olhos devagar até encarar Ricardo. Ele franziu de leve a testa e deu de ombros, sem perder a compostura.
— Você não carrega o sobrenome Ferraz nas costas.
— Mas a minha tia é a Sra. Ferraz! — Insistiu Liliane, aflita. — E o tio Alexandre teve aquela história com a Sra. Alencar no passado... No fim das contas, está todo mundo ligado aos Ferraz.
Luana parou para pensar e concordou em silêncio. Fazia todo o sentido. O restante dos Alencar talvez não criasse caso, mas Celso guardava um rancor imenso dos Ferraz. Era quase certo que ele torcesse o nariz para qualquer pessoa ligada àquele círculo.
— Quem vai se casar com o Valentino é você, não o Celso. — Cortou Ricardo, pragmático.
Liliane fez um bico.
— É fácil falar, mas ele ainda vai ser o meu sogro.
— Nesse caso, é só arrumar outro marido para a mãe do Valentino, alguém que não se importe de ter você na família.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...