A Noiva Inocente do CEO Continua Capítulo Cinco

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Parte 5...

Viu a enorme surpresa em seus olhos quando ele não a desprezou por causa de sua cicatriz que pelo jeito marcava não só seu corpo. Não seria tão boa atriz para fingir o tanto de constrangimento que ela teve quando tocou sua pele. Ou seria?

Nem todo mundo tinha força emocional de superar uma marca como aquela. E ela disse que foi um acidente quando era pequena, então talvez não só a pele tinha cicatriz, talvez seu coração também.

Entrou embaixo do chuveiro e abriu a água fria para que descesse por seu corpo e apagasse a vontade de retornar ao quarto e fazer amor com ela de novo.

Não queria se deixar levar pelo desejo que ainda permanecia em seu corpo, pedindo que voltasse e tocasse aquela pele macia e se afundasse em seu interior novamente em busca do prazer delirante e incrível que ela lhe proporcionou.

Sem dúvida tinha talentos ocultos que ele iria gostar muito de descobrir. Era virgem, mas o acompanhou muito bem após os momentos iniciais, mesmo que levemente envergonhada.

Não estava gostando da sensação de querer repetir tão rapidamente o encontro deles. Tinha sido um encontro, não podia negar. Seu corpo reconheceu o dela e sentiu que ela também ficou impressionada com o desejo próprio.

Não era bom para seu plano de fazê-la pagar pela ousadia de mantê-lo preso a um falso casamento. Não tão falso agora porque sua esposa tinha sido sua melhor surpresa há muito tempo.

Aumentou o jato da ducha e deixou que caísse sobre a cabeça. Apoiou as mãos na parede de azulejos brancos e respirou fundo puxando o ar devagar.

Não esperava uma mulher tão responsiva como ela e nem que ele fizesse o mesmo. Não esperava nada daquilo.

O segredo então se revelara. Ela tinha vergonha de sua cicatriz e ainda por cima era virgem. Duas coisas juntas que o deixaram surpreso e sem ação exata. Teria que pensar bem em como levar isso adiante.

Não se incomodava com suas costas. Um acidente é algo que pode acontecer com qualquer um. O estranho é que não tivesse feito uma cirurgia para a remoção da cicatriz, já que tinha tanto dinheiro e com certeza deveria ser bem fútil, com o tanto que gastava ou não teria colocado uma claúsula de receber uma mesada gorda.

Talvez isso fosse o motivo para o dinheiro? Morava em um país onde aparência era muito importante e talvez gastando muito acabou ficando com recursos escassos para uma cirurgia de grande porte?

Nathaly lhe colocava novas dúvidas que iriam corroer seu juízo como um pequeno roedor. Sabia que ficaria muito curioso até descobrir tudo. E ele queria muito saber.

Nathaly era o oposto das mulheres com quem se relacionava. Elas logo se mostravam interessadas tanto nele quanto em seu dinheiro.

Mais no dinheiro, eram alpinistas sociais e queriam vida fácil ao lado de um marido rico, por isso mesmo não pensava em se casar. Sua vida de solteiro era ótima. Não estava pretendendo mudar essa parte só por ter sido obrigado a entrar em um acordo.

A parte que dizia que teriam que produzir um herdeiro para as famílias estava se tornando interessante. Ter uma mulher com pouca experiência seria divertido.

Quando a graça acabasse ela já estaria grávida e então após o nascimento do filho voltaria ao seu estatus de solteiro sem remorso.

Fechou a ducha e pegou uma toalha se enxugando devagar com os pensamentos no futuro breve que teria com sua mulher. Tinha muitas obrigações para organizar a bagunça do tio dela na empresa e isso o manteria muito ocupado.

Quando tivesse uma folga voltaria para mais algumas sessões de sexo quente com sua nova mulher e o tempo passaria sem perceber.

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Nathaly estava pasma com o comentário rude dele.

Após uma intimidade tão grande e forte que ela nunca tivera antes, esperava um pouco mais de gentileza. Até mesmo por ele ter sido aparentemente compreensivo ao saber de sua cicatriz.

Ou talvez não tenha sido isso o que aconteceu? Não sabia o que pensar agora.

Será que depois ele a achou feia? Vai ver não soube como se portar na cama. E tinha alguma regra para isso? Não lembrava de nada diferente nos filmes e nas conversas que ouvia.

Não. Ele deve ter dito que tudo bem, mas era mentira.

Sentia ainda mais vergonha agora do que antes. Se entregara a ele de forma descarada e ainda o seguira tocando seu corpo e gemendo como uma idiota que nunca havia sentido prazer.

Ele deveria estar rindo dela agora, dentro do banheiro. E talvez até arrependido por ter aceitado se casar com uma mulher defeituosa como ela.

E pensar que ainda cogitou lhe contar toda a verdade. Suspirou. O que ele teria feito? Talvez fosse até pior do que seu tio.

Deu graças a Deus por ter ficado de boca fechada. Poderia estar em uma situação muito pior agora.

E o ruim é que ela havia gostado e muito de sua primeira vez. Tirando o desconforto inicial e uma leve dor, todo o resto havia sido maravilhoso. Iria morrer de vergonha ao olhar para ele de novo.

Não tinha mais volta. O casamento estava consumado, já não era mais virgem e ele sabia sobre sua marca que a deixava desconfortával a maior parte do tempo.

Evitava falar sobre isso com pessoas comuns e nem usava biquíni para não deixar à vista. Aliás, não usava roupa de praia ou piscina de modo algum.

Fez uma careta ao se virar e puxar o lençol para se cobrir. Havia uma marca de sangue no lençol provando que tinha acabado de fazer uma grande besteira.

Pensara estar fazendo amor, mas para ele deve ter sido uma transa a mais e era capaz de achar que tivesse sido ruim. Não sabia ler mentes.

ia se levantar quando a porta se abriu e Kostas surgiu enrolado em uma toalha branca na cintura.

“Deus, que corpo!”

Ficou tensa.

bem à vontade, ao contrário dela. Largou a toalha no chão de modo displicente e nem a olhou. Seu coração pulou sentindo o desejo voltar ao observar suas pernas e suas costas largas. E o bumbum era

podia ser uma sacanagem do destino fazer isso com ela. Com tantos homens no mundo ela estava babando justo pelo inimigo. Ironia era pouco para a situação em que estava. Talvez fosse

virou e a pegou observando-o e ela

O que foi? - riu — Não espera que eu volte para

E não vai? - perguntou sem nem

Claro que não - riu e saiu voltando de cueca — Já cumprimos nossa parte do contrato que diz que devemos dar um filho a esse casamento - foi frio — Agora vou cuidar da minha vida e você faça da sua o

assim? - franziu a testa

que fique logo grávida e me avise se isso acontecer - começou a se vestir ali mesmo — Não tenho interesse de dividir minha vida com você. Acha que vou perder meu tempo com alguém como você? - foi cruel — Tenho muito o que fazer - pegou um relógio de dentro de uma gaveta e fechou no pulso a encarando — Mande me avisar caso fique grávida, aí resolveremos a outra parte do

— Mas eu pensei...

errado querida - ajeitou o cabelo — Isso é só um negócio e esta etapa foi realizada, espero que com sucesso - foi até a porta — Passar bem,

batendo a porta com um sorriso cruel e frio que a deixou arrepiada de medo. Ouviu seus passos se afastando e depois só

nem mesmo disse se ela ficaria morando ali. Não conhecia os empregados, não sabia se seria a casa fixa deles. Pensou que iriam morar na ilha. Ele simplesmente saiu e a largou ali